Colocar DIU pode doer mais do que o esperado, aponta estudo com mais de 7 mil mulheres
Pesquisa da Unicamp indica que 8 em cada 10 pacientes relataram dor moderada a intensa na inserção do dispositivo;
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Uma nova pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acendeu um alerta sobre a percepção de dor na inserção do dispositivo intrauterino (DIU), um dos métodos contraceptivos mais utilizados no mundo.
O estudo analisou mais de 7 mil procedimentos realizados entre 2022 e 2024 e mostrou que 81% das mulheres relataram dor moderada a intensa durante a colocação do método.
O dado chama atenção por contrastar com informações presentes em documentos técnicos do Ministério da Saúde, que estimam que menos de 5% das pacientes enfrentem esse nível de desconforto.
Dor mais frequente do que o esperado
Segundo os pesquisadores, a avaliação foi feita logo após o procedimento, com base na percepção das próprias pacientes. Em uma escala de 0 a 10, mais da metade relatou dor considerada intensa.
Os registros mostraram ainda que apenas uma pequena parcela não sentiu desconforto durante a inserção.
O que pode influenciar a dor
Especialistas apontam que o nível de dor pode variar de acordo com fatores como tipo de DIU utilizado, experiência do profissional e características individuais da paciente.
Outro ponto destacado é que muitos procedimentos foram realizados em ambiente de hospital-escola, onde há participação de profissionais em formação, o que pode influenciar o tempo e a sensibilidade da inserção.
Método continua sendo altamente eficaz
Apesar do desconforto relatado, o DIU segue sendo considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis, com proteção superior a 99% e duração que pode chegar a até 10 anos.
O dispositivo pode ser hormonal ou não hormonal e é amplamente utilizado como alternativa de longa duração.
Ainda não há forma de eliminar totalmente a dor
De acordo com os pesquisadores, não existe atualmente uma solução definitiva para eliminar completamente a dor durante a inserção do DIU.
O que pode ser feito são medidas de alívio, como uso de anti-inflamatórios, anestésicos locais e orientações prévias à paciente, além de acolhimento durante o procedimento.
Especialistas destacam que informação e preparo emocional ajudam a melhorar a experiência, embora o desconforto ainda possa ocorrer em diferentes intensidades.