31 de julho de 2025
Crime ambiental

CPRH apura origem de vazamento de combustível que contaminou córrego e matou animais no Recife

Substância semelhante a querosene de aviação pode ter vazado de tanques próximos ao Aeroporto Internacional; 47 animais foram resgatados, nove deles sem vida

Por Redação
Publicado em
CPRH apura origem de vazamento de combustível que contaminou córrego e matou animais no Recife - Foto: Divulgação

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) abriu uma investigação para identificar a origem de um vazamento de combustível que atingiu o Córrego da Malária, no bairro do Ipsep, Zona Sul do Recife. O problema foi denunciado por moradores do Ibura na manhã desta terça-feira (4), após o surgimento de animais mortos e o forte odor de combustível na região.

Técnicos da CPRH estiveram no local e confirmaram a presença de um produto semelhante a querosene de aviação, possivelmente proveniente do Aeroporto Internacional do Recife. Durante a vistoria, 47 animais foram recolhidos — nove mortos e 38 debilitados. Os que sobreviveram foram encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras Tangara), na Zona Norte, para tratamento veterinário.

A equipe também inspecionou o trecho do córrego que passa pela área do complexo aeroportuário, verificando tanques e caixas de passagem do pool de combustíveis, operado pelas empresas Raízen, Air BP Brasil e Vibra Energia. Foram encontrados vestígios do produto e odor característico na saída da estação elevatória, o que reforça a suspeita de que o vazamento tenha ocorrido na área do aeroporto.

De acordo com a Aena Brasil, concessionária responsável pelo aeroporto, ainda não foi possível identificar a origem exata do vazamento, se partiu de tanques de armazenamento ou de caminhões de abastecimento. A empresa informou que acionou o plano de emergência ambiental, com a instalação de barreiras químicas, sucção do combustível e limpeza da área afetada.

A CPRH notificou a Aena a apresentar esclarecimentos e deve autuar a concessionária por contaminação do corpo hídrico e danos à fauna. Novas medidas poderão ser adotadas após a conclusão das análises laboratoriais da água e do solo, previstas para esta quarta-feira (5), e a contabilização final dos animais resgatados.