31 de julho de 2025
VIOLÊNCIA URBANA

Perfil de mortos em operação no RJ mostra média de 28 anos, 38% nascidos no estado e metade com mandado de prisão

Dados da Polícia Civil revelam que entre 115 civis mortos, 44 eram naturais do Rio

Por Redação
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Corpos são levados para praça na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro - Foto: Raull Santiago/Arquivo pessoal

A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou nesta semana o perfil dos 115 civis mortos durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou em 121 óbitos no total (incluindo quatro agentes de segurança). Os dados revelam que a média de idade era de 28 anos, 44 (38%) nasceram no estado do Rio, um terço não possuía registro do nome do pai e metade tinha ao menos um mandado de prisão ou busca e apreensão. O documento inclui registros oficiais, fotos, históricos criminais e análises de redes sociais.

Entre os mortos, o mais novo tinha 14 anos e era investigado por "fato análogo ao crime de estupro de vulnerável", enquanto o mais velho, de 55 anos, tinha passagem por roubo. Três completaram a maioridade em 2025 e dois eram menores de idade. Metade (49,5%) possuía mandados de prisão ou busca, sendo que alguns acumulavam até cinco mandatos, como Rafael Correa da Costa, considerado líder do Comando Vermelho em Abaetuba (PA). Doze homens eram apontados como líderes da facção em outros estados.

Apesar da predominância de nascidos no Rio (38%), houve significativa diversidade geográfica: 19 eram do Pará (maioria de Belém), cinco de Manaus e quatro de Feira de Santana (BA). A inteligência policial utilizou redes sociais para identificar elos com o Comando Vermelho em casos sem antecedentes criminais, analisando postagens com emojis de bandeiras vermelhas, fotos com armas e roupas de camuflagem. Em mais de 95% dos perfis analisados, foi identificada ligação comprovada com a facção.