31 de julho de 2025
BRASIL

Polícia Civil de Roraima investiga "Porcelana" por suspeita de ajudar fuga de presos do Comando Vermelho

Evelyn Lorrany, condenada por tráfico, é investigada por auxiliar fuga de quatro integrantes do CV mesmo cumprindo pena com tornozeleira

Por Redação
Publicado em
Evelyn Lorrany Nogueira de Lima, a "Porcelana" - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil de Roraima investiga Evelyn Lorrany Nogueira de Lima, de 23 anos, conhecida como "Porcelana", por suspeita de envolvimento na fuga de quatro integrantes do Comando Vermelho do maior presídio do estado. A investigação revela que mesmo cumprindo pena em regime semiaberto com monitoramento eletrônico em Manaus, ela teria coordenado apoio logístico aos fugitivos.

Porcelana mantinha relacionamento próximo com Francisco Myller Moreira da Cunha, o "Gringo" ou "Suíça", um dos chefes do CV morto durante a megaoperação policial no Rio de Janeiro. Nas redes sociais, um dia após a operação carioca, ela publicou mensagem lamentando sua morte: "Vai nos fazer muita falta!".

As investigações apontam que Porcelana e seu então namorado Thiago Lima dos Santos, o "TH da Zona Leste" - outro líder do CV no Amazonas morto em julho - enviaram dinheiro para os fugitivos conseguirem chegar ao Amazonas. Segundo o delegado Wesley Oliveira, responsável pela operação, o grupo "comprou mantimentos, combustível e deu abrigo na mata" para manter os criminosos escondidos.

Uma operação policial na última quarta-feira (29) cumpriu mandados de busca em seis endereços ligados a Porcelana, mas ela não foi localizada. A polícia confirmou que estava no Rio de Janeiro, porém não informou se tinha autorização judicial para deixar o Amazonas ou se é considerada foragida.

Porcelana foi condenada em 2023 a cinco anos de prisão em regime semiaberto após ser presa em 2022 com TH em Boa Vista. Na ocasião, a polícia apreendeu 1,7 kg de cocaína, 32 g de maconha, duas armas e 45 munições. Sua defesa conseguiu transferência para Manaus com base nas duas filhas pequenas, de 7 e 4 anos.

Além de Porcelana, outros 13 suspeitos - incluindo uma enfermeira - são investigados por transportar, esconder e abastecer os fugitivos. Todos os quatro presos já foram recapturados, mas as investigações continuam no Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), em Boa Vista.