31 de julho de 2025
chantagem

Senadora é presa por filmar rivais e tentar silenciá-los

Dalya Attar, primeira mulher judia ortodoxa no Senado estadual, e familiares são acusados de chantagem com gravações íntimas

Por Redação
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De acordo com o processo, Dalya, 35 anos, instalou dispositivos de gravação e rastreamento para flagrar os alvos - Foto: Reprodução

A senadora estadual de Maryland, Dalya Attar, foi presa e indiciada sob a acusação de filmar secretamente dois rivais políticos na cama, em um esquema de chantagem para silenciar críticas contra ela. A acusação foi apresentada em 23 de outubro pelos promotores do estado.

De acordo com o processo, Dalya, 35 anos, instalou dispositivos de gravação e rastreamento para flagrar os alvos — uma consultora política que trabalhou com a senadora em 2018 e um homem casado. As imagens seriam usadas para pressionar os rivais a não se manifestarem publicamente contra ela nas eleições de 2020 e 2022.

Além da senadora, Joseph Attar, irmão de Dalya, e Kalman Finkelstein, policial local, também foram acusados de participar do esquema. A gravação teria sido feita em um detector de fumaça no quarto das vítimas, segundo documentos judiciais divulgados pelo Baltimore Sun.

Em mensagens relatadas pela Promotoria, Joseph Attar teria ameaçado: “Então, a única coisa que você precisa fazer é muito simples: vá até [vítima] e diga que deve deixar Dalya em paz, ou compartilharei este vídeo com todos que você conhece”.

Dalya Attar, que atualmente disputa a reeleição para o Senado estadual, se recusou a renunciar e divulgou uma nota afirmando que aguarda “a oportunidade de compartilhar sua versão da história” e que acredita que “a verdade prevalecerá”.

A senadora é a primeira mulher judia ortodoxa a servir no Senado de Maryland e era considerada a mulher judia de mais alto escalão na história dos Estados Unidos. O caso gerou repercussão nacional e levanta questionamentos sobre ética política e uso de chantagem em campanhas eleitorais.