31 de julho de 2025
MACEIÓ

Justiça de Alagoas condena homem a 24 anos de prisão por homicídio em bar

Crime ocorrido em 2016 no "Bar da Vera" foi motivado por vingança de facção

Por Redação
Publicado em
Paulo Sérgio Ambrósio dos Santos foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão - Foto: Diegoattorney/Pixabay

O Tribunal do Júri de Alagoas condenou Paulo Sérgio Ambrósio dos Santos, conhecido como "PC", a 24 anos e seis meses de reclusão em regime fechado pelo homicídio de Ivio Thyeres dos Santos Ramos. O crime ocorreu em 2016 no "Bar da Vera", localizado na Travessa José Cavalcante, 19, no bairro Vergel do Lago. Em um debate judicial desafiador, o Ministério Público de Alagoas (MPAL), representado pela promotora de Justiça Adilza de Freitas, conseguiu convencer o Conselho de Sentença a acatar as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O caso teve como pano de fundo uma rede de vinganças entre facções criminosas que atuavam na região. De acordo com as investigações, "PC" integrava um grupo criminoso comandado por "Eraldo do Gás". A motivação do crime foi a suposta delação de Ivio Thyeres que levou à prisão de "Fofão" - genro de Eraldo - e "Tampa". Marcado para morrer, a vítima já havia se mudado do Vergel do Lago por medo, mas retornava ao bairro para visitar um filho.

O caso

No dia 10 de abril de 2016, por volta das 19h, Ivio Thyeres foi ao "Bar da Vera", pediu uma cerveja e sentou em uma cadeira em frente à porta, onde acabou adormecendo. Informado sobre a localização e a vulnerabilidade da vítima, Paulo Sérgio dirigiu-se ao local de bicicleta, armado, e efetuou os disparos sem dar qualquer chance de defesa. Testemunhas relataram que, após o assassinato, o réu e seus comparsas foram comemorar o crime. Todos os outros envolvidos mencionados no processo já foram assassinados.

Em seu pronunciamento, a promotora Adilza de Freitas destacou o impacto social do crime: "Todos têm o direito de viver. A vítima deixou filhos ainda crianças que até hoje sofrem as consequências desse bárbaro crime. O egoísmo de quem mata ignora a dor dos órfãos. Nosso compromisso é com a defesa da vida em sua plenitude e à memória do morto". O réu, que já possuía antecedentes criminais, cumprira a sentença no sistema prisional de Alagoas.