Governo Federal envia 20 peritos da Polícia Federal o Rio de Janeiro
Medida é a primeira ação do escritório emergencial de combate ao crime organizado; equipe atuará em análises forenses, balística e DNA para apoiar investigações estaduais
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O governo federal irá enviar vinte peritos criminais da Polícia Federal para atuar no Rio de Janeiro, em um esforço para reforçar a segurança pública no estado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (30) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ao governador Cláudio Castro, representando o primeiro resultado concreto do escritório emergencial de combate ao crime organizado, criado na quarta-feira (29).
A decisão surge no contexto dos desdobramentos da Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou em pelo menos 121 óbitos. De acordo com o plano federal, os peritos terão atuação estratégica em áreas especializadas, incluindo análise de locais de crime, exames de balística, genética forense para identificação de DNA, medicina legal, necrópsia e identificação de corpos. Além dos 20 peritos da PF, o governo também mobilizará entre 10 e 20 peritos da Força Nacional de Segurança Pública para atuar em apoio ao estado.
Segundo o ministro Lewandowski, o efetivo de peritos poderá ser ampliado conforme a demanda. Ele explicou que a criação do escritório emergencial tem como objetivo agilizar a comunicação e a coordenação entre as forças de segurança federais e estaduais. "Nós tivemos a ideia de criar esse escritório extraordinário de enfrentamento ao crime organizado para agilizar a comunicação entre as forças federais e estaduais de segurança", afirmou.
Lewandowski também destacou que o escritório integrado serve como um fórum para decisões rápidas até que a crise seja superada, e fez uma conexão direta com a proposta do governo federal para a segurança pública. "Este é o embrião daquilo que nós queremos criar com a PEC da Segurança Pública que está sendo discutida no Congresso Nacional", declarou, referindo-se à Proposta de Emenda à Constituição que busca centralizar as diretrizes da segurança pública na União – tema que tem gerado controvérsia entre governadores.