Nosso Mangue: Iniciativa alagoana leva modelo de preservação de manguezais para a COP30
Iniciativa incubada no Hub SENAI já plantou mais de 25 mil mudas e desenvolverá modelo de créditos de carbono e turismo regenerativo
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Um projeto alagoano de preservação ambiental vai representar o estado na COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas que acontece em 2025 em Belém, no Pará. O Nosso Mangue, iniciativa incubada no Hub SENAI de Inovação e Tecnologia, combina turismo regenerativo, educação ambiental e créditos de carbono para proteger os manguezais.
Fundado pela empreendedora social Mayris Nascimento, moradora do Pontal da Barra, em Maceió, o projeto já plantou mais de 25 mil mudas de mangue e desenvolve ações que integram comunidades locais à preservação ambiental. “O apoio da CNI, da FIEA e do Hub SENAI foi fundamental para transformar nossa ideia em ação”, afirma Mayris. A iniciativa conta com apoio institucional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) e SENAI durante o evento global.
Segundo Júlio Zorzal, assessor de Sustentabilidade Industrial da FIEA, o suporte por meio do programa de ESG da federação tem gerado resultados concretos. “Casos como o da Nosso Mangue mostram que investir em inovação e sustentabilidade é investir em futuro”, afirmou.
Durante a COP30, a empreendedora apresentará o modelo de negócios da iniciativa no espaço da CNI. “Estamos levando um estudo de P&D focado em captação de investimentos e recursos, mostrando que soluções ambientais podem ser sustentáveis e escaláveis”, explicou Mayris. Esta será sua terceira participação em uma Conferência das Partes, após ter estado presente nas COPs 16 e 29.
A empreendedora reforça que a missão do projeto vai além do plantio de mudas. “Nossa missão é mostrar que preservar os manguezais vai muito além do plantio de mudas. É unir comunidades, ciência e negócios para criar soluções que beneficiem a todos. Participar da COP30 é um passo importante para amplificar nossa mensagem e atrair parcerias que potencializem nosso impacto”, conclui Mayris, destacando o papel transformador do projeto para as comunidades costeiras de Alagoas.