Após megaoperação contra o CV, polícia do Rio entra em regime de prontidão
Todas as corporações do estado ficam de sobreaviso após 64 mortes e 81 prisões na ofensiva contra o Comando Vermelho, segundo a colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles
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Após a megaoperação realizada nesta terça-feira (28/10) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, todas as unidades da Polícia Militar e da Polícia Civil do estado foram colocadas em regime de prontidão especial, segundo apuração da colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles. A medida permite convocação imediata de agentes caso a situação exija reforço emergencial.
A ação policial deixou 64 mortos — incluindo quatro policiais — e resultou em 81 prisões. Cerca de 2,5 mil agentes participaram da operação, que tinha como objetivo cumprir 51 mandados de prisão contra líderes do Comando Vermelho (CV) que atuam na região. A ofensiva contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core/PCERJ) e do Bope (PMERJ).
Entre os presos estão criminosos de alta relevância na facção, como Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão do Quitungo, chefe do Morro do Quitungo, e Edgard Alves de Andrade, o Doca, identificado como Nikolas Fernandes Soares, operador financeiro do CV.
Durante coletiva de imprensa, o governador Cláudio Castro (PL) criticou a falta de integração do governo federal e afirmou que o estado está “sozinho” na ação contra o crime organizado. Castro disse que não solicitou auxílio para esta operação específica, mas que pedidos anteriores, como uso de blindados, teriam sido negados por questões relacionadas à Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
“O estado está fazendo sua parte, mas quando se trata de exceder competências, já deveria haver maior integração com as forças federais, o que neste momento não está acontecendo”, afirmou o governador.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública respondeu afirmando que todos os pedidos de apoio do governo do Rio foram atendidos, inclusive a renovação da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), que foi solicitada 11 vezes desde 2023.
“Todas as solicitações do governo do estado do Rio de Janeiro para o emprego da Força Nacional foram acatadas prontamente”, disse a pasta.
O cenário nas comunidades foi marcado por barricadas em chamas, disparos e intensa presença policial, mostrando a dimensão da operação que já é considerada uma das maiores da história do estado.