31 de julho de 2025
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Estudo revela que faltar à primeira mamografia aumenta em 40% risco de morte por câncer de mama

Pesquisa sueca com 432 mil mulheres acompanhadas por 25 anos mostra que quem não faz exame preventivo tem tumores detectados em estágios mais avançados

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Freepik

Mulheres que não realizam sua primeira mamografia preventiva têm até 40% mais risco de morrer por câncer de mama, de acordo com um estudo abrangente do Instituto Karolinska, na Suécia, publicado no British Medical Journal. A pesquisa, que acompanhou 432 mil mulheres por 25 anos, revelou que 32% das participantes orientadas a fazer o exame não compareceram à triagem inicial, um comportamento que frequentemente se repetiu ao longo do tempo.

Durante o quarto de século de acompanhamento, as mulheres que compareceram à primeira mamografia realizaram uma média de 8,74 exames, enquanto as faltantes fizeram apenas 4,77 testes - quase metade do recomendado. Segundo a oncologista Heloisa Veasey Rodrigues, do Hospital Israelita Einstein, "os atrasos no diagnóstico decorrentes de não fazer os exames têm um impacto direto na sobrevida das pacientes, especialmente para aquelas com subtipos de tumores mais agressivos".

A pesquisa identificou que, embora a incidência global de câncer fosse similar entre os grupos (7,8% entre participantes e 7,6% entre não participantes), as mulheres que não faziam o rastreamento regular eram diagnosticadas com tumores mais avançados. Um terço delas descobriu a doença apenas quando os sintomas já eram evidentes, reduzindo significativamente as chances de tratamento eficaz.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda que o rastreamento comece aos 40 anos e continue anualmente até os 74. Recentemente, o SUS desburocratizou o acesso à mamografia para mulheres entre 40 e 50 anos, que anteriormente precisavam de histórico familiar ou recomendação médica expressa. Especialistas destacam que a adesão aos exames preventivos é crucial, especialmente no país, onde a ocorrência de tumores de mama antes dos 50 anos é mais comum que em outras regiões do mundo.

A oncologista Heloisa Rodrigues ressalta que campanhas educativas e políticas públicas de acesso são fundamentais: "É importante investir em campanhas de rastreamento e diagnóstico rápido, como as carretas da mamografia. Quando há informação, o medo diminui. É importante explicar que a mamografia não é dolorosa, que o tratamento evoluiu e que há altas taxas de cura".