31 de julho de 2025
SÃO PAULO

Governo federal nega vínculo empregatício com influenciadora Esquerdogata após prisão por injúria racial

Aline Bardy Dutra, que se identificou como funcionária da Secom durante abordagem policial, é professora municipal de Ribeirão Preto atualmente em licença não remunerada

Por Redação
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Aline Bardy, mais conhecida como Esquerdogata - Foto: Reprodução/Instagram

Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal negou qualquer vínculo empregatício com a influenciadora Aline Bardy Dutra, conhecida como Esquerdogata, contradizendo a informação dada pela própria durante sua prisão na madrugada de sábado (25) em Ribeirão Preto (SP). Em registro policial obtido pelo Metrópoles, ela se identificou como "funcionária pública federal" e disse trabalhar como assessora na Secom.

A influenciadora foi presa por injúria racial, desacato e resistência após se aproximar de policiais militares do 51º Batalhão do Interior que concluíam uma ação de fiscalização. Segundo o relatório da PM, Aline dirigiu a frase "um preto querendo foder outro preto" a um dos policiais.

Durante a abordagem os PMs começaram a gravar a influenciadora após a declaração. Aline, com sinais de embriaguez, contestou a acusação de injúria racial e afirmou ter "um milhão de seguidores" nas redes sociais. Ela cometeu ofensas com teor preconceituoso sobre salário e cultura dos policiais.

A Secom emitiu nota destacando que Aline "não integra o quadro de servidores" e "não presta qualquer tipo de serviço à secretaria". Na verdade, a influenciadora é professora da Educação Básica 1 na Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Preto, da qual está de licença não remunerada de três anos desde 22 de julho de 2024.

Este não é o primeiro conflito de Aline com a polícia. Ela já havia sido condenada em processo por desacato e desobediência contra PMs, conforme registros do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Sua defesa, liderada pelo advogado Douglas Eduardo Marques, informou que a influenciadora está "abalada" após a prisão e pretende pedir desculpas pessoalmente ao policial ofendido. Ela foi solta em audiência de custódia no mesmo sábado e deverá cumprir medidas cautelares como não sair à noite.

Perfil

Aline Bardy mantém um perfil de grande influência digital, com mais de 800 mil seguidores nas redes sociais, onde se apresenta como referência em análises críticas e conteúdo político. Ela também administra uma loja de produtos que, segundo descreve, visa "fortalecer a luta coletiva" e disseminar a mensagem da esquerda.