31 de julho de 2025
VIOLÊNCIA INFANTIL

Mãe é presa por obrigar filhas a furtar e pedir dinheiro para comprar drogas em cidade da Paraíba

Mulher de 40 anos usava violência física e psicológica contra três filhas menores; filho mais velho, de 22 anos, conseguiu guarda provisória das irmãs após também ter sofrido abusos

Por Redação
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Mulher foi presa em Solânea, na Paraíba, suspeita de obrigar filhas a pedir dinheiro na rua. - Foto: Polícia Civil da Paraíba/Divulgação

Uma mulher de 40 anos foi presa no último domingo (26) em Solânea, no Brejo paraibano, suspeita de obrigar as três filhas menores de idade a furtar e pedir dinheiro nas ruas para sustentar seu vício em drogas. O caso ganhou contornos ainda mais graves com a revelação de que a própria mãe submetia as crianças a um regime sistemático de violência física, emocional e moral.

De acordo com a Polícia Civil, as três meninas - de 5, 7 e 10 anos - eram submetidas a um verdadeiro ciclo de terror:

  • Eram privadas de alimentação como castigo por discordâncias
  • Impedidas de estudar regularmente
  • Expostas a ambientes de tráfico de drogas e exploração sexual
  • Sofriam violência física e psicológica constante

A prisão da mãe só foi realizada após o filho mais velho, de 22 anos, obter na Justiça a guarda provisória das três irmãs. De acordo com o delegado Rafael Alexandre, responsável pelo inquérito, "essas crianças estão sob a guarda provisória do irmão mais velho que foi o primeiro a se libertar dessa espiral de abuso, de horror que a própria mãe praticava".

O jovem também havia sofrido abusos quando era mais novo, mas conseguiu romper o ciclo de violência e agora presta apoio às irmãs.

As investigações revelaram que a mulher tem seis filhos no total. Uma de suas filhas, hoje com 17 anos, perdeu o bebê que esperava devido a episódios de violência física praticados pela mãe quando tinha 16 anos. Em outro momento trágico, a mãe chegou a tentar oferecer essa mesma filha a um homem adulto para exploração sexual.

Este caso específico gerou um inquérito policial separado, com perícia realizada para comprovar a relação entre as agressões e o aborto forçado.

Segundo o delegado, a mulher chegou a tentar intimidar testemunhas no caso da ação de guarda movida pelo filho, acionando até mesmo pessoas ligadas ao tráfico de drogas para ameaçá-lo.

A suspeita passou por audiência de custódia e foi encaminhada para a Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa, onde aguarda julgamento pelos crimes de violência contra menores e exploração infantil.