31 de julho de 2025
ACRE

Bebê declarado morto é encontrado vivo dentro do caixão; caso é investigado pelo MP

Recém-nascido de 520 gramas passou cerca de 12 horas em saco mortuário após equipe médica atestar óbito

Por Redação
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Segundo familiares, o menino chorou quando uma parente abriu o caixão durante o velório, o que levou todos ao desespero - Foto: Reprodução

Um caso chocante envolvendo um recém-nascido mobiliza as autoridades do Acre. Um bebê, declarado morto pela equipe médica da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, foi encontrado com vida dentro do caixão momentos antes de ser enterrado, na manhã de sábado (25). O recém-nascido, que veio ao mundo com apenas 23 semanas e cinco dias de gestação (cinco meses), pesando 520 gramas, havia passado aproximadamente 12 horas armazenado em um saco para corpos.

O parto ocorreu na noite de sexta-feira (24). A mãe, uma jovem transferida de urgência do Amazonas por complicações na gestação, recebeu um laudo médico atestando morte fetal por hipóxia intrauterina – falta de oxigênio suficiente para o feto.

A família recebeu o corpo para o velório. Foi somente na manhã seguinte, quando uma tia da criança abriu o caixão antes do sepultamento, que o inacreditável aconteceu: o bebê se moveu e chorou. Em desespero, a família o levou de volta imediatamente à maternidade, onde ele permanece internado em estado gravíssimo na UTI Neonatal.

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) emitiu uma nota informando que todos os protocolos de reanimação foram seguidos pela equipe e que o bebê foi entregue à família após a constatação da ausência de sinais vitais. Foi aberta uma investigação interna para apurar os fatos.

Já o Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou um procedimento para apurar possíveis responsabilidades. De acordo com relatos da família ao MP, uma funerária particular já havia retirado o corpo para o sepultamento quando a descoberta foi feita. O MPAC requisitou oficialmente todas as informações sobre o atendimento à Sesacre e à direção da maternidade.

A pediatra Mariana Collodetti, que assumiu o caso, confirmou a prematuridade extrema do bebê. O estado de saúde da criança é considerado crítico, e ela luta pela vida na UTI.