Garanhuns: centro da cidade pode abrigar vestígios arqueológicos
MPF alerta sobre possível afetação de vestígios em obras na Avenida Santo Antônio; Prefeitura afirma ter arqueólogo acompanhando escavações e prepara TAC com Iphan
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O centro de Garanhuns, pode estar escondendo capítulos inteiros da história ainda a serem contados. Pesquisas recentes apontam que o centro da cidade, na Avenida Santo Antônio, pode abrigar vestígios arqueológicos dos primeiros habitantes da região.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há indícios de que, durante obras ou movimentações no local, fragmentos materiais e solo alterado estejam sendo afetados sem a devida tutela patrimonial. Essa preocupação coloca em xeque o equilíbrio entre o desenvolvimento urbano e a preservação de nossa memória coletiva.
De acordo com secretário de Meio Ambiente de Garanhuns, Neilton Cavalcante, a prefeitura já tomou iniciativas preventivas na execução das obras. "Um arqueólogo foi contratado para acompanhar as escavações e, até o momento, nenhum vestígio arqueológico foi encontrado. Alem disso, as recomendações do Ministério Público Federal serão formalizadas através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Iphan", explicou.
No momento, há duas principais questões: a possibilidade de descobrir e valorizar aspectos desconhecidos da cultura local, como os corpos, artefatos ou estruturas enterradas, que podem revelar como viviam os que vieram antes, e a urgência em garantir que esse patrimônio seja protegido, documentado e respeitado para que não acabe perdido em meio a obras e mudanças urbanas.
Segundo o historiador Eduardo Silva, "é importante ter arqueólogos, historiadores e geógrafos trabalhando em conjunto. Desta forma, é possível entender o passado sem comprometer as ações presentes."
Especialistas em arqueologia lembram que locais considerados centro de cidades muitas vezes foram palco de ocupações sucessivas, indígenas, coloniais, urbanas, e que cada camada de solo pode contar uma história diferente. Descobertas como esta podem servir como elo entre gerações e constituir um novo capítulo para o turismo cultural em Garanhuns.