Rodrigo Pacheco sobre cadeira no STF: “Não se faz campanha para esse tipo de vaga e não se recusa um convite”
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O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado e do Congresso Nacional, falou com jornalistas, na tarde desta quinta-feira, 23, sobre o nome dele estar entre os possíveis indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga recém-aberta de ministro do Supremo Tribunal Federal. Pacheco declarou que “é uma honra” ter sido lembrado para “para uma posição tão relevante”.
“O Supremo Tribunal Federal é uma instituição pela qual eu nutro grande respeito, um grande apreço. Ao longo de alguns anos da minha presidência do Senado eu fiz questão de estabelecer a melhor relação possível com o Poder Judiciário. Tivemos momentos de desafios, de críticas e de contraposições, mas sempre num ambiente muito civilizado”, afirmou o parlamentar aos jornalistas.
Rodrigo Pacheco complementou que a indicação é algo que não depende dele.
“Não se faz campanha pra esse tipo de vaga, não se faz campanha pra isso, e não se recusa um convite. Mas esse é um papel do presidente Lula, que ele deve decidir à luz dos seus próprios critérios, e a decisão que o presidente Lula tomar, evidentemente, será respeitado por todos”, disse.
O presidente Lula está em missão oficial internacional pela Ásia e a expectativa é que, no retorno ao Brasil, anuncie o nome que indicará para compor uma das 11 cadeiras da suprema corte. A vaga foi aberta após o ministro Luis Roberto Barroso decidir por sua aposentadoria antecipada. A indicação mais provável é do atual advogado-geral da União, Jorge Messias.
O ex-presidente do Senado falou, ainda, sobre uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.
“Recebo o apoio de segmentos políticos e da sociedade para uma possível candidatura ao governo do estado de Minas, e é motivo também de muito orgulho, de muita honra para mim, especialmente as manifestações feitas pelo presidente Lula, de entusiasmo em relação ao meu futuro político e a uma candidatura em Minas Gerais. Mas, essa é uma decisão que eu devo tomar à luz de diversas circunstâncias”, disse.
Pacheco afirmou que ainda precisa “pensar” em tudo que fez no Parlamento, como deputado federal, depois como senador e presidente do Senado.
“Eu me considero muito realizado por tudo que fiz ao longo desse tempo. Ano que vem completo 12 anos de vida pública. A minha decisão, logo após a saída da presidência do Senado, era uma decisão tendente ao encerramento da minha vida pública para que eu possa cuidar da minha família, da minha saúde, da minha profissão. Eu sou advogado por formação, e militei muitos anos na advocacia. Essa possibilidade de candidatura é uma avaliação que nós estamos fazendo”, respondeu aos jornalistas.