31 de julho de 2025
Mundo

Polonesa que afirma ser Madeleine McCann usou IA para tentar sustentar alegação

Julia Wandelt consultou o ChatGPT sobre seu DNA e recebeu respostas que sugeriam “possibilidade” de ser a britânica desaparecida, embora testes anteriores descartem a ligação.

Por Redação
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Caso Madeleine - Foto: Reprodução

Durante julgamento no Tribunal da Coroa de Leicester, no Reino Unido, foi revelado que Julia Wandelt, polonesa de 24 anos que afirma ser Madeleine McCann, recorreu ao ChatGPT para investigar sua alegada identidade. O chatbot teria indicado uma “possibilidade” de relação com Gerry McCann, mas ressaltou a necessidade de evidências adicionais, incluindo testes de DNA.

Julia, também conhecida como Julia Wendell ou Julia Faustyna, está sendo julgada por perseguir familiares de Madeleine McCann. Segundo informações do tribunal, ela utilizou a inteligência artificial para comparar seu DNA com perfis genéticos ligados ao desaparecimento da britânica, ocorrido em 2007, na Praia da Luz, em Portugal.

O advogado de acusação revelou que, em uma das 76 conversas armazenadas no celular de Julia, o chatbot respondeu que se Gerry McCann fosse confirmado como seu pai biológico, isso levantaria a possibilidade de Julia ser Madeleine, mas que seriam necessários testes adicionais para confirmação.

No entanto, testes genéticos anteriores descartaram qualquer ligação: Julia possui ascendência polonesa, lituana e romena, impossibilitando que seja a menina desaparecida. Após os resultados, Julia se desculpou com os pais de Madeleine, afirmando não ter intenção de causar sofrimento.

Durante o processo, também foi revelado que Julia já alegou ser outras meninas desaparecidas e que, após receber orientação de uma autodenominada médium americana, se isolou em Los Angeles. Ela afirmou ter submetido seu DNA a especialistas e ter feito comparações de olhos, dentes e voz com os de Madeleine, o que a teria motivado a retornar ao Reino Unido.