31 de julho de 2025
Réus inocentados

Acusados pelo incêndio no Ninho do Urubu são absolvidos pela Justiça

Sete réus foram inocentados quase sete anos após a tragédia que chocou o país

Por Redação
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As famílias das vítimas firmaram acordos de indenização com o Flamengo - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasi

Quase sete anos após o incêndio que matou dez adolescentes no centro de treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, a Justiça do Rio de Janeiro absolveu os sete acusados que respondiam por incêndio culposo e lesão grave. A decisão foi tomada pela 36ª Vara Criminal da Capital e ainda cabe recurso.

O juiz Tiago Fernandes Barros considerou a ação improcedente, contrariando o pedido do Ministério Público do Estado do Rio, que havia solicitado a condenação dos réus após ouvir mais de 40 testemunhas.

O incêndio ocorreu em fevereiro de 2019, em contêineres adaptados como alojamento para os atletas da base do clube. Na noite da tragédia, 26 adolescentes dormiam no local quando um aparelho de ar-condicionado pegou fogo. Dez jovens, com idades entre 14 e 16 anos, morreram, e outros três ficaram feridos.

Entre os absolvidos estão dois diretores do Flamengo, dois engenheiros responsáveis pelos contêineres e sócios da empresa de refrigeração que fazia a manutenção dos equipamentos. O processo contra o então presidente do clube na época, Eduardo Bandeira de Mello, já havia sido extinto, e outros três acusados foram absolvidos anteriormente.

As famílias das vítimas firmaram acordos de indenização com o Flamengo.

Em setembro, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou um recurso do Flamengo que tentava incluir a empresa NHJ do Brasil, fornecedora dos contêineres, no processo de indenização. A decisão foi unânime. A relatora, desembargadora Sirley Abreu Biondi, afirmou que a tentativa do clube foi uma "manobra jurídica" para transferir a responsabilidade, o que é proibido pela jurisprudência.