31 de julho de 2025
Pesquisa

ChatGPT, Gemini e Copilot: estudo comprova que IAs inventam notícias e distorcem fatos

Pesquisa inédita da BBC e União Europeia de Radiodifusão analisou respostas sobre atualidades em principais assistentes de IA e encontrou graves problemas de precisão e falta de fontes confiáveis

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Reprodução/Internet

O crescente uso de navegadores e ferramentas com Inteligência Artificial integrada tem colocado milhões de usuários em contato diário com essas tecnologias, mas uma pesquisa inédita revela que elas não são confiáveis quando o assunto é notícia atual. O estudo realizado pela União Europeia de Radiodifusão em parceria com a BBC britânica analisou o desempenho dos principais assistentes de IA - ChatGPT, Gemini, Perplexity e Copilot - e descobriu que em 81% dos casos as informações apresentadas sobre notícias recentes eram falsas, enganosas ou continham distorções graves.

Os pesquisadores identificaram que além da baixa confiabilidade no conteúdo, as ferramentas de Inteligência Artificial frequentemente deixam de citar suas fontes de informação, dificultando a verificação pelos usuários. O Gemini, assistente do Google, apresentou um dos piores desempenhos: aproximadamente 72% de suas respostas tiveram problemas significativos com fontes, incluindo o caso em que forneceu informações completamente incorretas sobre mudanças na legislação europeia que regula o uso de vapes. Os números gerais do estudo mostram que problemas de precisão foram detectados em 20% de todas as respostas analisadas, incluindo situações graves como a do ChatGPT que afirmou que o Papa Francisco havia falecido há meses, quando na realidade ele continua exercendo seu pontificado.

Com os assistentes de IA substituindo progressivamente os mecanismos de busca tradicionais, a União Europeia de Radiodifusão alerta que as empresas precisam urgentemente melhorar como suas ferramentas processam e apresentam informações jornalísticas. Especialistas destacam que quando as pessoas não sabem em que fontes confiar, podem acabar não confiando em nada, o que representa um risco real para a participação democrática e o acesso a informações verificadas. Procuradas para se manifestar sobre os resultados, as empresas responderam com diferentes abordagens: o Google afirmou que está coletando feedback dos usuários para aprimorar o Gemini; já OpenAI e Microsoft reconheceram que ainda trabalham para resolver problemas de "alucinação" em seus sistemas; enquanto a Perplexity garantiu que seu modo de "pesquisa profunda" atinge 93,9% de precisão, contradizendo os resultados do estudo europeu.

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