31 de julho de 2025
em maceió

Júri julga genro que matou sogra a facadas e escondeu corpo em geladeira

Crime ocorreu em março do ano passado e teve participação do pai do acusado, que ajudou a descartar o eletrodoméstico com a vítima dentro

Por Redação
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Julgamento começou nesta segunda-feira (20) - Foto: Claudemir Mota/Ascom MPAL

Começou nesta segunda-feira (20), no Fórum do Barro Duro, em Maceió, o júri de Leandro dos Santos Araújo, de 23 anos, acusado de assassinar a sogra, Flávia dos Santos Carneiros, em março do ano passado. O pai do acusado, Ademir da Silva Araújo, também responde no banco dos réus por ter confessado o auxílio ao filho no descarte da geladeira onde o corpo da vítima foi ocultado.

A investigação apurou que Flávia tentou se defender, mas não resistiu a 20 facadas, a maioria desferida no pescoço, conforme laudo do IML. O corpo permaneceu por quatro dias dentro da geladeira na casa onde o crime ocorreu, antes de ser descartado pelos réus em uma área de vegetação no bairro de Guaxuma.

O júri teve início com o depoimento da policial civil Vanessa Queiroz, integrante da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit), que participou da prisão. Ela relatou que foi acionada para averiguar o descarte de uma geladeira com indícios de conter um corpo. A geladeira estava lacrada e, após confirmação da Delegacia de Homicídios, foi constatado que havia o corpo de uma mulher em seu interior.

A policial afirmou que, enquanto a equipe de Homicídios permanecia no local, ela se deslocou até a residência de quem havia contratado o serviço de transporte da geladeira – o pai do acusado. Ademir foi detido e, em seguida, a polícia foi até a casa da filha da vítima, namorada de Leandro. A agente declarou ter estranhado a ausência de uma geladeira na residência, o que levou à apreensão da adolescente, que posteriormente confessou o crime.

Vanessa Queiroz testemunhou que o pai confessou ter ajudado o filho na ocultação do cadáver e que este e a nora teriam cometido o assassinato. A policial também descreveu que, ao ser desenrolado, o corpo apresentava nitidamente as perfurações no pescoço.

A filha da vítima, quando abordada, inicialmente disse que a última vez que havia visto a mãe foi numa sexta-feira, alegando que ela teria ido embora para morar com um colombiano. A policial afirmou que a adolescente mostrou-se arrogante diante da polícia, chorando apenas na delegacia, quando percebeu a gravidade da situação. Questionada pelo juiz sobre como chegaram aos acusados, a policial explicou que um frentista soube informar o endereço, e que o pai do acusado negou participação inicialmente, mas confessou posteriormente.

O promotor de Justiça Marcus Mousinho, da 49ª Promotoria de Justiça da Capital, sustenta a tese de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e feminicídio, além de crime de ocultação de cadáver.