31 de julho de 2025
estado grave

Vítima de desabamento em Olinda, idoso permanece internado com 85% do corpo queimado

Operação do Corpo de Bombeiros no conjunto habitacional de Ouro Preto foi considerada complexa; Defesa Civil fará nova vistoria em imóveis do entorno e investiga possível explosão como causa da tragédia

Por Redação
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Moradores indicam que uma explosão teria causado o desabamento - Foto: Prefeitura de Olinda

Um idoso de 67 anos identificado como José de Lima segue internado em estado grave no Hospital da Restauração após o desabamento de um conjunto de oito casas ocorrido no domingo (19) em Ouro Preto, Olinda. A vítima, resgatada com helicóptero, sofreu queimaduras em 85% do corpo e representa o caso mais crítico entre os doze envolvidos na tragédia que também deixou duas vítimas fatais.

Duas pessoas morreram nos escombros: Cláudio dos Anjos da Silva, de 40 anos, e Luzinete dos Santos Lima, de 69 anos, esta última localizada somente após cerca de 10 horas de buscas. No total, 12 pessoas foram atingidas pelo desabamento. De acordo com o major do Corpo de Bombeiros, Melquizedek Calado, cinco vítimas foram socorridas pela corporação, enquanto as demais foram retiradas por populares ou estavam no pavimento superior.

A Defesa Civil de Olinda realizará uma nova vistoria técnica no local nesta segunda-feira, a partir das 9h. O objetivo é avaliar a estrutura de três residências no entorno que foram interditadas por segurança. Durante o trabalho, também será feito um levantamento completo das famílias afetadas. Os moradores que perderam documentos receberão apoio para a emissão da segunda via, e uma nova busca por utensílios pessoais nos escombros está programada.

A possibilidade de uma explosão ter causado o colapso do imóvel, relatada por moradores, ainda não foi confirmada. O secretário de Defesa Civil de Olinda, Carlos Albuquerque, afirmou que é prematuro apontar qualquer causa. "O que a gente precisa trabalhar agora é com o resgate das famílias para salvaguardar o bem maior que é a vida", declarou. O major Calado destacou a complexidade da operação de resgate, explicando que a dificuldade inicial foi entender a planta do local, que abrigava várias casas em um mesmo espaço, complicando a localização exata das vítimas antes da remoção dos escombros.