31 de julho de 2025
monitoramento rigoroso

Vulcão adormecido há 700 mil anos apresenta sinais de reativação, apontam cientistas

Em 2020, uma análise inicial com imagens de satélite não apontou nenhuma anormalidade, mas relatos recentes de emissões gasosas levaram à reavaliação do local

Por Reprodução
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Vulcão adormecido há 700 mil anos - Foto:

Um estudo recente revelou que o vulcão Taftan, localizado no sul do Irã e considerado inativo há cerca de 700 mil anos, começou a mostrar sinais de atividade. Dados indicam que o solo próximo ao cume do vulcão elevou-se 9 cm entre julho de 2023 e maio de 2024, sugerindo acúmulo de pressão gasosa sob a superfície.

A pesquisa foi conduzida pelo vulcanólogo Pablo Gonzáles, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (IPNA-CSIC), e publicada na revista Geophysical Research Letters em 7 de outubro. Segundo Gonzáles, essas evidências classificam o Taftan como um vulcão dormente inativo, mas com potencial para reativação no futuro.

Embora o risco imediato de erupção seja baixo, o especialista alerta para a necessidade de monitoramento rigoroso do local. “O vulcão precisa liberar essa pressão em algum momento, seja de forma silenciosa ou violenta”, afirmou Gonzáles em entrevista ao portal Live Science.

Para que um vulcão seja considerado extinto, é preciso que permaneça inativo por longos períodos, sem sinais geológicos que indiquem possibilidade de atividade futura. O Taftan, com cerca de 3,9 km de altura, está situado entre várias montanhas e outros vulcões na região.

Em 2020, uma análise inicial com imagens de satélite não apontou nenhuma anormalidade, mas relatos recentes de emissões gasosas levaram à reavaliação do local. Imagens da Agência Espacial Europeia (ESA) confirmaram a elevação do solo perto do cume, atribuída a um acúmulo de pressão entre 490 e 630 metros de profundidade bem distante do reservatório principal de magma, localizado a cerca de 3,5 km abaixo da superfície.

Os cientistas planejam intensificar o monitoramento do vulcão em colaboração com outras equipes internacionais, destacando que o objetivo do estudo não é alarmar a população, mas sim alertar as autoridades para a necessidade de vigilância contínua.