"Dei vida à cidade": histórias de eletricistas que iluminaram Maceió há quase 30 anos
No Dia do Eletricista, servidores da Ilumina contam como desbravaram grotas e transformaram a capital alagoana, saindo do "zero" para mais de 84 mil pontos de luz
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Nesta quinta-feira (17), celebra-se o Dia do Eletricista, profissional fundamental para a segurança e o funcionamento das cidades. Na capital alagoana, a data tem um gosto especial de legado. Há quase três décadas, uma equipe de servidores da Autarquia Municipal de Iluminação Pública (Ilumina) começava a missão de literalmente tirar Maceió das trevas, construindo uma rede que hoje ultrapassa 84 mil pontos de luz.
Os primeiros passos foram dados nos anos 90, de forma pioneira e desbravadora. "Pegamos Maceió do zero", recorda Edemilson Idelfonso, eletricista e servidor da Ilumina há 27 anos. "Tinha lugar que nem automóvel entrava. A gente ia com as escadas nas costas, descendo grotas. Era um grande desafio".
O legado de quem "vestiu a camisa"
A paixão pela profissão, herdada dos tios, foi o combustível. Edemilson entrou na recém-criada secretaria em 1997 com uma meta pessoal: "dar fôlego à empresa e transformar a iluminação da cidade".
Hoje, ao ver as modernas lâmpadas de LED, o sentimento é de orgulho pelo que foi construído. "Significativo mesmo é perceber que lugares, que antes eram totalmente escuros, impossíveis de transitar, foram se transformando em locais vívidos", reflete. Para ele, o trabalho vai além da técnica: "É comunitário, deixa a cidade mais segura e valoriza o turismo".
Sua filosofia resume uma carreira dedicada: “Fazer as coisas com amor e saber que você está ajudando o próximo, ajudando a sociedade”.
A mesma trajetória de dedicação é compartilhada por Alexandre Barbosa, que ingressou na Ilumina em 1998. "No início, sem experiência, fazíamos testes com os diretores técnicos para depois ir para o campo", lembra.
Foi no campo, realizando a manutenção das primeiras luminárias, que ele e seus colegas mapearam a capital. “Conhecemos Maceió como a palma da nossa mão”, afirma. Para Alexandre, a profissão foi a base de tudo: “Ganhei experiência, construí uma família com esse emprego, me dediquei e, graças a Deus, estou colhendo os frutos”.
A importância desses profissionais é destacada por quem viu a evolução de perto. Gutenberg de Melo, diretor-presidente da Ilumina, passou pela autarquia como estagiário durante a faculdade de Engenharia Elétrica.
"Tudo parte deles, a instalação, a manutenção e a revisão, são os eletricistas que fazem", enfatiza Gutenberg. "Não tem dia, nem hora ruim. São eles que mantêm nossas ruas, praças e avenidas sempre iluminadas".