Bolsonaro e Figueiredo afirmam que EUA deve manter sanção contra Barroso
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo afirmam que sanções dos EUA contra o ex-ministro Roberto Barroso serão mantidas mesmo após aposentadoria do STF
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comunicador Paulo Figueiredo afirmaram, nas redes sociais, que os Estados Unidos manterão as sanções impostas ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Roberto Barroso, mesmo após sua aposentadoria da Corte. Segundo eles, a medida estaria relacionada ao apoio de Barroso à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Em publicações nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que a perda do visto americano de Barroso não será revertida.
“Me admira a pessoa achar que, saindo da posição, isso limpará as besteiras feitas enquanto ocupava o cargo”, disse.
Ele citou ainda o senador republicano Marco Rubio, dizendo que autoridades brasileiras já teriam sido sancionadas anteriormente por motivos ligados ao programa Mais Médicos, implementado em 2014.
Paulo Figueiredo, por sua vez, ironizou a situação do ex-ministro e disse que Barroso “não tem mais prestígio” após deixar o Supremo. “Enquanto você ocupava o cargo, até tinha margem para negociar. Agora é uma pessoa comum. Se me ligar, eu nem atendo mais. Vai pra lata do lixo”, afirmou o comunicador.
Segundo Figueiredo, a punição, baseada na chamada Lei Magnitsky — que permite sanções a autoridades estrangeiras acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos —, não deve ser revertida.
Roberto Barroso foi punido com a perda do visto de entrada nos Estados Unidos após manifestar apoio público ao ministro Alexandre de Moraes, também alvo de sanção semelhante, em meio ao processo que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão.