31 de julho de 2025
Escala de tensões

Trump autoriza ações secretas e letais da CIA contra Maduro na Venezuela

Em paralelo, ataques a embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas têm sido registrados

Por Redação
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A autorização presidencial documento sigiloso que permite à CIA atuar fora dos padrões legais convencionais - Foto: Divulgação

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou secretamente a CIA a realizar operações clandestinas na Venezuela, incluindo ações letais, como parte de uma campanha para desestabilizar o governo de Nicolás Maduro. A informação foi revelada pelo The New York Times nesta quarta-feira (15), e posteriormente confirmada pelo próprio Trump em sua rede social, a Truth Social.

A autorização presidencial documento sigiloso que permite à CIA atuar fora dos padrões legais convencionais dá margem para operações de inteligência com ou sem apoio militar, e tem como objetivo final, segundo fontes citadas pelo jornal, a remoção de Maduro do poder.

Os EUA acusam Maduro de liderar o "Cartel de los Soles", organização considerada narcoterrorista. Desde agosto, Washington intensificou a presença militar na região do Caribe, posicionando cerca de 10 mil soldados, além de uma frota naval próxima à costa venezuelana.

Em paralelo, ataques a embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas têm sido registrados. O mais recente ocorreu na terça-feira (14), com seis mortos. Ao todo, cinco bombardeios semelhantes já foram realizados desde agosto, causando 27 mortes.

Trump justificou as ações como parte do combate ao narcotráfico: "O ataque foi realizado em águas internacionais [...] Nenhuma força dos EUA sofreu danos", afirmou.

A escalada militar norte-americana gerou críticas de diversas entidades e países. A China condenou os bombardeios, classificando-os como violações da soberania latino-americana. A Human Rights Watch denunciou os ataques como “execuções extrajudiciais ilegais”.

O governo venezuelano nega envolvimento das vítimas com o tráfico e acusa os EUA de atacar civis. Caracas exigiu investigações internacionais e iniciou nova mobilização militar na região costeira. Também avalia declarar estado de emergência externa, medida que ampliaria os poderes de Maduro.