31 de julho de 2025
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Saiba quem é o casal de influencers preso na mesma operação que prendeu Buzeira

Operação Narco Bet bloqueia R$ 630 milhões e investiga esquema que usou empresas de apostas e criptomoedas para legalizar lucros do narcotráfico

Por Redação
Publicado em
Tácio Leonardo Costa Dominguez e Ingrid Ohara Silva Nogueira - Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira (14), 11 mandados de prisão na Operação Narco Bet, desarticulando uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os presos estão os influenciadores digitais Tácio Leonardo "T10" e Ingrid Ohara, além do influenciador Bruno "Buzeira" e do empresário Rodrigo Morgado, apontado como o operador financeiro do esquema.

De acordo com as investigações, Ingrid Ohara é considerada a quarta maior beneficiária de recursos ligados a Morgado, tendo recebido mais de R$ 9,4 milhões em 23 transações entre 2023 e 2024. A PF identificou que a influenciadora também realizava transferências de criptoativos para o empresário, em um esquema circular que incluía o reembolso pulverizado de valores, como no caso de uma transação de R$ 300 mil. T10, por sua vez, é investigado por promover empresas de apostas em suas redes sociais e manter uma plataforma própria, atuando na divulgação do esquema.

O empresário Rodrigo Morgado é apontado pela PF como um "banco particular" do crime, operando com grandes volumes em contas pessoais, empresas de fachada e criptomoedas. As investigações revelaram uma ligação direta entre Morgado e o veleiro "Lobo IV", apreendido pela Marinha dos EUA com mais de quatro toneladas de cocaína – caso que deu origem à Operação Narco Vela e, posteriormente, à Narco Bet. Em nota, a defesa de Morgado afirmou que ele "sempre atuou exclusivamente como contador" e que é inocente.

A operação, que contou com um mandado cumprido na Alemanha, bloqueou R$ 630 milhões em bens e valores. O esquema utilizava métodos sofisticados de lavagem, canalizando os lucros do tráfico para empresas do setor de apostas eletrônicas ("bets") – algumas delas regularizadas – com o objetivo de inserir o dinheiro ilícito no sistema financeiro com aparência de legalidade. A Polícia Federal não divulgou os nomes das empresas de apostas investigadas, mas confirmou que parte delas obteve licenças com recursos de origem criminosa.