31 de julho de 2025

Lula é pressionado (até) por Anitta a cumprir promessa de seu primeiro discurso e indicar uma mulher à vaga no Supremo

Por Patrícia Fahlbusch
Publicado em
Anitta usou as redes sociais para pedir uma mulher na vaga de Barroso no STF. - Foto: Reprodução/X

“Assumimos hoje, diante de vocês e de todo o povo brasileiro, o compromisso de combater dia e noite todas as formas de desigualdade do nosso país. Desigualdade de renda, desigualdade de gênero e de raça, desigualdade no mercado de trabalho, na representação política, nas carreiras de Estado, desigualdade no acesso a saúde, a educação e demais serviços públicos”.

Foram as palavras de Luiz Inácio Lula da Silva ao assumir a presidência do Brasil pela terceira vez. Mais de dois anos depois, Lula é pressionado é honrar as palavras proferidas em sua primeira explanação como chefe do executivo. O motivo: a indicação à cadeira que será deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal até o fim desta semana. Teve até famoso usando as redes sociais para cobrar o posicionamento do presidente sobre a vaga: a cantora Anitta usou sua conta no X (antigo Twitter) se manifestou favorável à indicação de uma mulher no Supremo.

“O Ministro do STF, Barroso, se aposentou, o presidente Lula terá que indicar um novo nome. Eu como cidadã gostaria de deixar pública minha torcida pra que seja uma mulher.”, escreveu ela em às 12h25 desta terça-feira, 14 de outubro. O post tem uma foto dos atuais onze ministros da Suprema Corte, sendo Cármen Lúcia a única representante feminina.

No ‘balcão de apostas’, despontam como favoritos para a indicação de Lula à cadeira deixada por Barroso o advogado-geral da União Jorge Messias, e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Um dos nomes femininos ventilados foi o der Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar. Mulher de pele branca, 66 anos. E há quem acredite que Lula pode considerar a indicação de Manuellita Hermes Rosa Oliveira, negra, procuradora federal, para o Supremo, o que não seria a primeira vez. O nome dela foi cogitado à época da saída de Rosa Weber do STF, em 2023. Mas, quem ‘arrematou’ a cadeira foi Flávio Dino, ex-governador do Maranhão e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula 3.

Mesmo com a pressão externa, nos bastidores da política há a certeza da indicação de Jorge Messias ao STF, e Lula movimentaria Manuellita como AGU. O órgão, inclusive, publicou, no último mês de março, uma portaria normativa definindo percentuais mínimos para a ocupação de cargos de liderança por mulheres no âmbito da instituição. A medida tem o objetivo de promover a equidade de gênero e a diversidade racial na AGU, além de servir como referência para que outros órgãos públicos também adotem essas medidas. O ato aconteceu exatamente no mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher (08/03). Na ocasião, Jorge Messias declarou:

“É muito importante que a gente consolide esses ganhos para não corremos o risco de vir mudanças e de se perder tudo aquilo que nós construímos”.