Correios buscam empréstimo de R$ 20 bilhões com aval do Tesouro para evitar colapso
A proposta prevê R$ 10 bilhões para cada ano, com a participação de bancos estatais e privados, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal
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O Conselho de Administração dos Correios se reúne nesta quarta-feira (15) para analisar a contratação de um empréstimo emergencial de R$ 20 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, visando cobrir as despesas da empresa em 2025 e 2026. Segundo informações apuradas pela CNN e pelo jornal Folha de S.Paulo, a proposta prevê R$ 10 bilhões para cada ano, com a participação de bancos estatais e privados, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
A operação, negociada com taxas de mercado, é considerada pela equipe econômica do governo uma alternativa para evitar que os Correios se tornem dependentes de recursos diretos do Orçamento Geral da União (OGU). Caso isso ocorresse, as despesas de quase R$ 20 bilhões anuais da estatal impactariam diretamente o resultado fiscal e reduziriam a margem para outros gastos discricionários.
A situação financeira da empresa postal é crítica: no primeiro semestre, os prejuízos somaram R$ 4,3 bilhões, mais que o triplo do registrado no mesmo período de 2023. Embora a estatal tenha anunciado um programa de demissões voluntárias, venda de imóveis e parcerias para um marketplace, analistas avaliam que as medidas ainda são insuficientes para reverter a crise.
O empréstimo, se aprovado, financiará medidas de reestruturação, incluindo o programa de demissões e a renegociação de passivos. A reunião será conduzida por Sônia Faustino, secretária-executiva do Ministério das Comunicações, pasta à qual os Correios são vinculados.