31 de julho de 2025
INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Deputada Cibele Moura denuncia destruição de terços católicos em oficina do Ifal de Palmeira dos Índios

Parlamentar protocolou moção de repúdio na Ale contra ato de intolerância religiosa que ocorreu na mesma semana do Dia de Nossa Senhora Aparecida

Por Redação
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A deputada estadual Cibele Moura - Foto: Comunicação/ALE

Um caso de intolerância religiosa envolvendo o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Palmeira dos Índios, foi denunciado com veemência pela deputada Cibele Moura (MDB) durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (14). De acordo com a parlamentar, uma oficina promovida por um grupo da instituição incentivou alunos a pisarem e danificarem terços marianos, objetos sagrados para a fé católica.

Em pronunciamento no plenário, a deputada católica expressou profunda indignação, classificando o episódio como um atentado direto à liberdade religiosa. “Eu, como católica, não poderia deixar de me posicionar. Sinto-me na obrigação de reagir, pois isso é um atentado à fé católica e à liberdade religiosa”, declarou Cibele Moura. A coincidência temporal com a celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, no último domingo (12), foi destacada pela parlamentar como um agravante que torna o caso ainda mais grave.

A deputada informou que o Ifal já se manifestou publicamente repudiando o ocorrido e que agora aguarda as devidas providências. “Esperamos que as punições sejam aplicadas, seja para alunos ou profissionais. É preciso dar o exemplo”, acrescentou, cobrando uma apuração rigorosa.

Como medida concreta para registrar a posição do Poder Legislativo estadual, Cibele Moura anunciou a protocolar uma moção de repúdio oficial na Assembleia. O documento visa formalizar a condenação ao ato e reforçar o compromisso da Casa com a defesa da liberdade de crença. A parlamentar finalizou enfatizando que atitudes como essa não podem ser naturalizadas, sobretudo em instituições públicas de ensino. “Não se trata apenas de ofensa a um símbolo religioso, mas de uma violação ao direito constitucional de liberdade de crença, que precisa ser protegido”, concluiu.