PSB mira 2026 e projeta João Campos como candidato a governador de Pernambuco
Presidente estadual da sigla, Sileno Guedes, confirma ambição do partido e defende um projeto "muito diferente" para o estado
Publicado em
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) colocou publicamente sua ambição para o cenário político pernambucano em 2026. Em entrevista à Rádio Folha nesta segunda-feira (13), o presidente estadual da legenda, deputado Sileno Guedes, confirmou que o partido trabalha para lançar o prefeito do Recife, João Campos, como candidato a governador de Pernambuco nas próximas eleições. Guedes enfatizou que, enquanto o prefeito se concentra em suas funções à frente da capital, o PSB já move seus esforços para construir uma candidatura competitiva.
Sileno Guedes foi categórico ao expressar o desejo partidário. "Para o partido, e falo como presidente do partido no estado, a gente tem, sim, um desejo muito grande de que o prefeito João Campos venha a assumir o papel de candidato a governador de Pernambuco", declarou. Ele argumentou que essa não é apenas uma vontade da sigla, mas também de "uma boa parte da população de Pernambuco", respaldada por pesquisas de opinião. O dirigente garantiu que o PSB terá candidato próprio e defenderá "um projeto novo para Pernambuco, muito diferente do que está implantado hoje".
O presidente do PSB em Pernambuco enalteceu as qualidades de João Campos, chamando-o de um dos "principais quadros da centro-esquerda do Brasil". Guedes destacou a "capacidade de realizar", a "disposição de liderar pautas importantes" e a "nova forma de enfrentar velhos problemas" como trunfos do prefeito. Ele também lembrou a força eleitoral do partido, que em 2024 reelegeu João Campos com a maior votação da história do Recife e elegeu 40% dos vereadores da Câmara Municipal, replicando o sucesso da maior bancada nas eleições legislativas no estado em 2022.
Por fim, Sileno Guedes afastou qualquer paralelo entre a eleição de 2026 e a de 2006, quando houve uma disputa por palanque entre Eduardo Campos (PSB) e Humberto Costa (PT). Ele foi enfático ao negar similaridades, afirmando que os personagens atuais são "completamente diferentes" daquela época, em uma clara referência às atuais tensões na relação PSB-PT em Pernambuco. "Hoje a gente está falando de João Campos e outro personagem que está muito longe de ser Eduardo Campos ou Humberto Costa na relação política, na dimensão nacional, na lealdade e reconhecimento ao que o presidente Lula vem fazendo", finalizou, descartando a possibilidade de um palanque duplo.