31 de julho de 2025
Indicação ao STF

Anitta pede que Lula indique uma mulher para vaga de Barroso no STF

Cantora se manifesta publicamente e advogados reforçam importância de maior representatividade feminina na Suprema Corte

Por Redação
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Cantora Anitta - Foto: Divulgação

A cantora Anitta fez um apelo público nesta terça-feira (14) para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indique uma mulher para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Barroso anunciou aposentadoria antecipada na última quinta-feira (9) e deixará oficialmente o cargo em 18 de outubro.

Em publicação no Instagram, Anitta destacou que “existem mulheres qualificadas para o cargo no nosso país, onde a maioria da população é mulher”, e disse que compartilhava o pedido “com toda esperança”.

O STF, com 134 anos de história, já teve apenas três ministras entre 172 magistrados: Ellen Gracie, indicada em 2000 e aposentada em 2011; Rosa Weber, indicada em 2011 e aposentada em 2023; e Cármen Lúcia, indicada em 2006, atualmente em exercício.

Após anunciar sua aposentadoria, Barroso afirmou ser favorável à presença de mais mulheres nos tribunais superiores. “Há homens e mulheres capazes. Vejo com simpatia a escolha recair para uma mulher, mas não quero excluir diversos cavalheiros que também têm pretensão e merecimento”, disse o magistrado em coletiva.

Apesar do apelo, informações da imprensa indicam que os nomes mais cotados por Lula são, em sua maioria, masculinos. Entre eles, aparecem o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Outros nomes ventilados incluem a procuradora da União Manuelita Hermes Rosa Oliveira Filha e a presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha.

Durante o terceiro mandato, Lula já indicou Flávio Dino e Cristiano Zanin para o STF, em substituições anteriores, mas ainda não há prazo para a escolha do novo magistrado.

Representantes da advocacia reforçam a importância de uma ministra na Corte. Leonardo Sica, presidente da OAB-SP, afirmou que “ter apenas uma mulher no Supremo é inadmissível” e defendeu que a vaga seja ocupada por alguém com experiência e conhecimento jurídico.

Para a advogada Thais Rego Monteiro, a nomeação de uma mulher não é apenas simbólica: “Uma Corte plural enriquece a deliberação, aperfeiçoa a interpretação constitucional e aumenta a confiança social na Justiça. A indicação de uma mulher é uma afirmação institucional, que envia mensagem forte sobre diversidade e boa governança judicial”.

*Com informações da CNN Brasil