Estrategista da campanha de JHC vence o Napolitan Awards, o "Oscar" da consultoria política
Emanoelton Borges foi premiado na categoria "Pesquisador do Ano" por trabalho que combina métodos tradicionais com inteligência artificial
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O estrategista político Emanoelton Borges conquistou nesta semana o Napolitan Awards, considerado o "Oscar" da consultoria política mundial, na categoria "Pesquisador do Ano". O prêmio é concedido pela Academia de Artes e Ciências Políticas de Washington, nos Estados Unidos, e sua cerimônia de entrega está marcada para o próximo dia 30. Borges foi escolhido entre 200 nomes de diversos países, colocando o Brasil no centro das atenções da comunicação política global.
Borges atuou nos bastidores de campanhas de destaque, como as prévias presidenciais de João Doria (PSDB) em 2021 e a recente eleição de JHC (PL) para a Prefeitura de Maceió, em 2024. Seu trabalho se destaca pela fusão entre pesquisas de opinião tradicionais e ferramentas de ponta, como entrevistas georreferenciadas e análise de dados por inteligência artificial. "O Brasil é referência na comunicação política, e ser escolhido é uma alegria", comemorou o pesquisador.
Segundo a Academia, o "impacto causado pelo trabalho" foi o principal critério para a premiação. Borges defende uma mudança de paradigma nas campanhas: em vez do "tiro de canhão" — estratégias de massa como o horário eleitoral —, ele prega a "pesca em vários aquários", com conteúdo personalizado para públicos específicos. "Certos públicos só são mobilizados a partir de determinadas propostas", explicou, citando que já produziu até 260 vídeos diferentes para um único candidato atingir segmentos como defensores da causa animal ou do autismo.
Sobre o cenário eleitoral de 2026, Borges acredita que o eleitorado brasileiro demonstra cansaço com a polarização, lembrando que Lula e Bolsonaro tinham rejeições superiores a 40% no segundo turno de 2022. Na visão do estrategista, uma alternativa aos dois polos teria chances, mas faltam nomes de peso no momento. "O eleitor tem escolhido o candidato cada vez mais tarde", observa, destacando que a indefinição na direita — com votos pulverizados entre nomes como Caiado, Zema e Tarcísio — beneficia Lula nas pesquisas atuais. No entanto, ele ressalta que uma definição de apoio por parte de Bolsonaro poderá alterar esse quadro.