31 de julho de 2025
"inviolável"

Latinhas se tornam opção mais segura contra bebidas adulteradas com metanol, explicam especialistas

Embalagem de alumínio é considerada "inviolável" devido a processo de vedação que danifica a lata na abertura; custo de falsificação seria proibitivo

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Pixabay

Em meio aos crescentes casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas, as latinhas de alumínio emergem como a opção mais segura para consumidores que não pretendem abrir mão de drinks e cervejas. A segurança da embalagem está no chamado "double seaming" - um processo de vedação hermética que une o corpo da lata à tampa através de uma junta metálica. O característico som "tsss" ao abrir a lata é justamente o indicativo de que a embalagem nunca foi violada anteriormente.

De acordo com Daniela Tomatti, vice-presidente comercial e de sustentabilidade da Ball para América do Sul, a impossibilidade de reutilização é um dos principais fatores de segurança. "Não teria como alguém pegar uma latinha do lixo, reenvasar um produto e não ficar perceptível que ela foi violada", explica a especialista. O sistema "one-way" garante que as latas sigam diretamente da fábrica para as engarrafadoras e, após o consumo, para a reciclagem, sem passar por processos de lavagem e reenvase que poderiam facilitar adulterações.

A impressão direta do rótulo na lata e o alto custo que seria necessário para montar uma infraestrutura de falsificação completam o conjunto de barreiras contra adulterações. As bebidas prontas (RTDs), cervejas e outros produtos alcoólicos enlatados se beneficiam dessa tecnologia que, segundo Tomatti, torna a falsificação "infinitamente mais difícil, para não dizer impossível".