31 de julho de 2025
Segurança Pública

Sergipe lidera resolução de homicídios na região Nodeste, aponta levantamento

Estado teve 64% dos assassinatos dolosos esclarecidos em 2023, superando média nacional e índices internacionais

Por Redação
Publicado em
Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) - Foto: Ascom PC/SE

Sergipe é o estado nordestino com maior índice de elucidação de homicídios, segundo a pesquisa “Onde mora a impunidade?”, divulgada na segunda-feira (6) pelo Instituto Sou da Paz. No estado, 64% dos homicídios dolosos registrados em 2023 foram solucionados até o final de 2024, com pelo menos um autor denunciado ao Ministério Público, superando a média global de 63% e a média das Américas, de 43%.

O resultado é atribuído ao reforço da estrutura do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que atua desde o local do crime, realizando diligências essenciais, coleta de informações, captação de imagens e identificação de suspeitos, além de operar em regime de plantão 24 horas por dia, 365 dias por ano. “Nossas equipes vão imediatamente ao local e iniciam todos os procedimentos necessários para esclarecer os homicídios. É um trabalho intenso, mas os resultados estão sendo colhidos”, afirmou a delegada Juliana Alcoforado, diretora do DHPP.

A integração com outras forças de segurança, como Polícia Militar, Guarda Municipal e inteligência policial, também é apontada como fator decisivo para o desempenho. “A troca constante de informações garante que qualquer crime contra a vida receba resposta imediata”, reforçou Alcoforado.

O levantamento do Instituto Sou da Paz analisou dados de 16 estados e do Distrito Federal, mostrando grande disparidade na elucidação de homicídios no país. Enquanto o Distrito Federal lidera com 96%, Sergipe aparece em sexto lugar nacional e à frente de estados como Espírito Santo (58%) e Acre (51%). No extremo oposto, a Bahia registrou apenas 13% dos assassinatos esclarecidos, seguida por Rio de Janeiro (23%), Piauí (23%) e Pernambuco (30%).

O estudo reforça que, apesar da média anual de 41 mil homicídios no Brasil nos últimos nove anos, apenas um a cada três casos teve autoria identificada e denúncia formal, evidenciando desafios na segurança pública nacional.