Alagoas registra um dos menores índices de atenção à primeira infância no Nordeste
Boletim da Sudene aponta que Estado tem baixa cobertura da Atenção Primária à Saúde e enfrenta desafios em educação e inclusão social de crianças de 0 a 6 anos
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Alagoas figura entre os estados nordestinos com menor cobertura da Atenção Primária à Saúde para crianças de 0 a 6 anos, aponta o Boletim Temático da Primeira Infância divulgado nesta sexta-feira (10) pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O estudo, baseado no Censo Demográfico de 2022, evidencia desigualdades que podem comprometer o acesso de crianças e gestantes a cuidados preventivos essenciais.
O boletim revela que, enquanto estados como Piauí (98,97%), Sergipe (97,18%) e Ceará (96,80%) registram cobertura elevada, Alagoas apresenta apenas 79,87% de crianças atendidas na Atenção Primária, ocupando uma das últimas posições da região. A defasagem indica dificuldades no acesso a serviços básicos de saúde e na prevenção de doenças em crianças e gestantes em situação de vulnerabilidade.
Apesar das lacunas, o Nordeste registrou a maior redução proporcional na mortalidade infantil do país na última década, com queda de 11% entre 2013 e 2023. Sergipe foi o único estado da região sem melhora nesse indicador.
Na educação, apenas 52,41% das crianças nordestinas estão alfabetizadas até o 2º ano do Ensino Fundamental, abaixo da média nacional de 59,20%. Alagoas, junto a outros estados da região, enfrenta desafios significativos, especialmente na educação infantil de 0 a 3 anos, cuja frequência média regional é de 38%, inferior à média nacional de 40%.
O estudo da Sudene também mostra a importância dos programas sociais: 82,37% das crianças nordestinas estão registradas no Cadastro Único (CadÚnico) e 63,20% recebem benefícios do Bolsa Família, reforçando que políticas públicas são essenciais para o suporte à primeira infância, inclusive em Alagoas.