31 de julho de 2025
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São Paulo adota novo protocolo para detectar metanol em bebidas adulteradas

Desde o início da crise, cinco pessoas morreram em São Paulo por intoxicação causada por metanol, e outros 23 casos já foram confirmados

Por Redação
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sao_paulo_cria_protocolo_para_detectar_metanol_em_bebidas.webp - Foto: Governo de SP

Diante da recente crise sanitária envolvendo bebidas alcoólicas contaminadas com metanol, o Governo de São Paulo lançou, nesta quinta-feira (9), um novo protocolo de detecção da substância, considerado pioneiro no Brasil. A metodologia já está sendo compartilhada com outros estados.

Desenvolvido pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), o protocolo permite identificar com mais agilidade a presença de metanol em bebidas, inclusive sem a necessidade de laudos completos. Até agora, já foram confirmados 30 diagnósticos positivos com o novo sistema.


A análise é dividida em quatro etapas principais: Amostragem das bebidas apreendidas

  1. Verificação de lacres, rótulos e selos com auxílio do Núcleo de Documentoscopia – etapa que pode gerar um laudo em menos de 24 horas;
  2. Detecção preliminar de metanol com equipamentos portáteis, feita por peritos do Núcleo de Química;
  3. Análise química por cromatografia gasosa, que identifica e quantifica o metanol presente nas bebidas.

Além disso, o protocolo permite identificar falsificações mesmo quando não há metanol presente, reforçando a segurança na análise de bebidas suspeitas.

Segundo a perita Karin Kawakami, assistente técnica da SPTC, o sistema já seguia padrões internacionais, mas precisou ser aprimorado para dar respostas mais rápidas diante do aumento da demanda. 

“Tivemos que aprimorar o protocolo para obter resultados em menos tempo, diante da grande quantidade de casos no estado e em outras regiões do Brasil”, explicou Karin.

Desde o início da crise, cinco pessoas morreram em São Paulo por intoxicação causada por metanol, e outros 23 casos já foram confirmados. O metanol é altamente tóxico, e mesmo pequenas quantidades podem levar à cegueira ou à morte.