31 de julho de 2025

Brasil reduz insegurança alimentar grave em quase 20% em um ano

Pesquisa especial do IBGE mostra que 2,5 milhões de lares ainda enfrentam insegurança alimentar grave

Por Redação
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3,1 milhões de lares no Brasil ainda enfrentam insegurança alimentar. - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Brasil registrou uma redução de 19,9% no número de domicílios em situação de insegurança alimentar grave entre 2023 e 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A edição especial da Pnad Contínua sobre segurança alimentar mostra que 3,1 milhões de lares enfrentavam essa condição no ano passado, número que caiu para 2,5 milhões em 2024. Com esse resultado, o país sai novamente do Mapa da Fome da ONU, que considera nações com mais de 2,5% da população em subalimentação grave.

A pesquisa, realizada por meio de visitas domiciliares em todo o território nacional, revela que o percentual de famílias com segurança alimentar - acesso suficiente à comida sem comprometer outras necessidades - aumentou de 72,4% para 75,8% no período. No total, 2,2 milhões de lares superaram a insegurança alimentar em suas diversas formas (leve, moderada e grave), que caiu de 27,6% para 24,2% dos domicílios brasileiros. A pesquisadora do IBGE Maria Lucia Vieira destaca que "para adquirir alimentos, vai ser através de renda. Essa renda ou vem do trabalho ou de programas [assistenciais]", embora a pesquisa não precise o peso de cada fator.

As desigualdades regionais permanecem evidentes: enquanto Santa Catarina (90,6%), Espírito Santo (86,5%) e Rio Grande do Sul (85,2%) apresentam os melhores índices de segurança alimentar, Pará (55,4%), Roraima (56,4%) e Piauí (60,7%) têm as piores situações. As regiões Norte (14,1%) e Nordeste (12,3%) concentram os maiores percentuais de insegurança alimentar moderada e grave, acima da média nacional de 7,7%. O estudo também mostra que a insegurança alimentar é mais presente na área rural (31,4%) que na urbana (23,2%).