31 de julho de 2025
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Em dia de luta contra a violência à mulher, Maceió destaca programa “Salve Mulher” como política pública de acolhimento e autonomia

Iniciativa da Prefeitura atua de forma integrada no enfrentamento à violência doméstica, combinando prevenção, acolhimento e promoção da independência econômica feminina

Por Redação
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Iniciativa da Prefeitura atua de forma integrada no enfrentamento à violência doméstica, combinando prevenção, acolhimento e promoção da independência econômica feminina - Foto: Semuc

Nesta quinta-feira (10), é celebrado o Dia da Luta contra a Violência à Mulher, data que reforça a importância do combate a este problema social. Em Maceió, uma das principais frentes de atuação é o programa Salve Mulher, promovido pela Prefeitura por meio da Secretaria da Mulher, Pessoa com Deficiência, Idosos e Cidadania (Semuc).

A coordenadora-geral de Enfrentamento à Violência e Acolhimento de Mulheres Vítimas de Violência, Mariana Alves, descreve o Salve Mulher como o “programa-mãe” da pasta, servindo de base para diversas ações. “Foi a partir dele que nasceram importantes projetos e novos programas”, explica.

O Salve Mulher foi estruturado para atuar de forma integrada em diferentes frentes: através da prevenção e enfrentamento, incluindo o projeto “Maceió sem Assédio”, com blitz educativas, capacitações em estabelecimentos comerciais e a “Cabine de Acolhimento”, que oferece suporte em eventos de grande porte. O programa também trabalha a autonomia financeira através de programas como “Emprega Mulher”, a “Feira da Mulher Empreendedora” e a priorização de vítimas de violência no “Banco da Mulher Empreendedora”, que buscam garantir independência econômica, fator crucial para que mulheres consigam romper ciclos de violência.

“Essas e outras frentes demonstram a importância de políticas públicas que enxerguem a mulher em sua totalidade e em todas as suas necessidades. Afinal, quando uma mulher sofre violência, ela não precisa apenas de acolhimento e orientação, ela precisa ter garantido o acesso pleno a todos os seus direitos”, ressalta Mariana Alves.

Da vítima a multiplicadora: uma história de superação


A eficácia do programa é ilustrada por histórias como a de Luciana Brito, agente de saúde e ambulante, que viveu um relacionamento abusivo por um ano e sete meses. Ela relata que o apoio do Salve Mulher foi essencial para sua libertação.

“Quando você está em uma situação de violência, a solidão é muito grande. A gente sempre acredita que ninguém vai poder ajudar. Quando eu participei do programa, vi que não estava sozinha”, conta Luciana.

Além do acompanhamento psicológico, ela recebeu capacitação e orientações sobre empreendedorismo para complementar a renda. Hoje, tornou-se uma multiplicadora da causa. “Muitas coisas que eu aprendi, eu passo para as pacientes que chegam aqui no meu trabalho e que também são vítimas. Tenho feito palestras sobre o tema para ajudar outras mulheres”, explica.