Trump é preterido no Nobel da Paz 2025, que vai para oposicionista venezuelana María Corina Machado
Enquanto Trump defendia que o prêmio deveria ir para os EUA, o comitê optou por reconhecer María Corina Machado contra o regime autoritário de Maduro na Venezuela
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O Prêmio Nobel da Paz de 2025 foi concedido à oposicionista venezuelana María Corina Machado, em um anúncio que representou uma frustração pública para o presidente americano Donald Trump, que havia manifestado expectativa de vencer e criticado a possibilidade de ser preterido. O comitê norueguês fez a revelação nesta sexta-feira (10), encerrando semanas de especulação intensificada pelo próprio Trump.
Em discurso na Base de Quantico no final de setembro, Trump havia sido enfático: seria "um insulto" aos EUA se ele não recebesse o Nobel. "Nunca na história um presidente ou primeiro-ministro fez isso", afirmou, referindo-se à sua alegação de ter apresentado soluções para "sete guerras no mundo". O presidente também costuma criticar a ONU por, em sua visão, não agir efetivamente em conflitos internacionais.
O anúncio do prêmio para a opositora de Nicolás Maduro ocorre dias após Trump obter aprovação para seu plano de cessar-fogo na Faixa de Gaza - iniciativa que ele considerava merecedora do reconhecimento norueguês. O diretor do Comitê do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, no entanto, afirmou que a decisão foi baseada "apenas no trabalho e na vontade de Alfred Nobel", em declaração interpretada como resposta às pressões públicas.
Enquanto Trump defendia que o prêmio deveria ir para os EUA, o comitê optou por reconhecer a luta de María Corina Machado contra o regime autoritário de Maduro na Venezuela. A escolha mantém a tradição do Nobel de Paz de destacar figuras que promovem a democracia e os direitos humanos, ainda que isso signifique contrariar publicamente as expectativas de um dos líderes mais poderosos do mundo.
O prêmio de Economia será anunciado na segunda-feira (13), encerrando a temporada de Nobel de 2025.