31 de julho de 2025
Fraude em concursos

Investigado por esquema milionário de fraudes quase assumiu cargo de delegado em Pernambuco

Luiz Paulo Silva dos Santos, conhecido como 'Baby 10', já participou de dezenas de fraudes nacionais e era peça-chave em organização familiar investigada pela Polícia Federal na Paraíba

Por Redação
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Luiz Paulo Silva dos Santos, conhecido como 'Baby 10', já participou de dezenas de fraudes nacionais - Foto: Arquivo Pessoal

Um dos principais alvos da Operação que desmantelou a chamada 'máfia dos concursos' na Paraíba quase chegou a assumir o cargo de delegado da Polícia Civil de Pernambuco. Luiz Paulo Silva dos Santos, suspeito de envolvimento em mais de 60 fraudes em certames públicos, tinha histórico antigo de participação em fraudes, incluindo a Operação Gabarito, que desarticulou um grupo criminoso em 2017.

Luiz Paulo Silva dos Santos, conhecido como 'Baby 10', figura central de esquemas de fraude em concursos públicos, foi investigado recentemente em uma operação da Polícia Federal que mirou uma organização criminosa familiar em Patos, Sertão da Paraíba. O grupo cobrava até R$ 500 mil por vaga e utilizava tecnologia avançada para burlar sistemas de segurança das bancas, como dublês, pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real durante as provas.

Segundo a investigação, Luiz Paulo já tinha envolvimento em outro grande esquema em 2017, quando a Operação Gabarito desmantelou fraudes em 98 certames pelo país. Naquele episódio, ele chegou a ser aprovado para o cargo de delegado da Polícia Civil de Pernambuco, mas foi preso antes de assumir a função. “Se não tivéssemos prendido ele, ele teria iniciado o curso de formação e sido nomeado delegado”, afirmou o delegado Lucas Sá, responsável pela operação.

Dentro da organização criminosa, Luiz Paulo atuava diretamente nos locais das provas, usando documentos falsos para fotografar os exames e enviar o conteúdo a um “quartel-general” que resolvia as questões e retornava o gabarito aos candidatos mediante pagamento. Segundo a PF, o grupo aceitava dinheiro, ouro, veículos e até procedimentos odontológicos como forma de propina, e seus crimes se estendem por mais de uma década, alcançando concursos da Polícia Federal, Caixa Econômica, Polícias Civil e Militar, Universidade Federal da Paraíba e Banco do Brasil.

A prisão de Luiz Paulo e de outros integrantes do grupo é considerada fundamental pela polícia para interromper a atuação da organização e impedir que pessoas envolvidas em fraudes ocupem cargos públicos estratégicos. A operação mais recente cumpriu mandados de busca e apreensão e resultou na detenção do líder da quadrilha, mas Luiz Paulo foi liberado posteriormente, enquanto as investigações seguem em andamento.

*Com informações do G1 Paraíba