União Brasil afasta ministro Celso Sabino do partido por permanecer no governo Lula
A legenda considera que o ministro cometeu infidelidade partidária ao optar por permanecer no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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O União Brasil decidiu, em reunião realizada nesta quarta-feira (8), afastar o ministro do Turismo, Celso Sabino, do partido, iniciando um processo que pode resultar em sua expulsão definitiva. A legenda considera que o ministro cometeu infidelidade partidária ao optar por permanecer no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), descumprindo a orientação partidária.
A decisão foi tomada pela executiva nacional após analisar duas representações contra Sabino: uma sobre intervenção no diretório estadual do Pará e outra que trata diretamente do processo de expulsão. De acordo com fontes partidárias, o afastamento não será imediato, mas seguirá um rito disciplinar que deve levar cerca de dois meses para ser concluído.
Ruptura partidária e defesa do ministro
A medida ocorre no contexto da recente federação do União Brasil com o PP, que formalizou o rompimento com o governo Lula e determinou que todos os filiados com cargos no primeiro escalão deixassem seus postos. O presidente do partido, Antônio de Rueda, havia estabelecido o prazo de 19 de setembro para que Sabino deixasse o Ministério do Turismo.
Ao chegar na sede do partido para se defender, o ministro reafirmou sua posição: "Fico. Tenho a confiança do presidente Lula e pretendo continuar os trabalhos que venho desenvolvendo no Ministério do Turismo, com apoio de boa parte da bancada". Sabino criticou a decisão partidária, classificando-a como "uma decisão açodada" e afirmando que o governo Lula representa "o melhor projeto".
Impacto nas ambições políticas
O afastamento do partido representa um revés para os planos políticos de Sabino, que perde o controle do diretório do União Brasil no Pará e vê sua pretensão de concorrer ao Senado em 2026 ser colocada em risco. Situação semelhante ocorre com o ministro do Esporte, André Fufuca, que também foi afastado de seu partido, o PP, por permanecer no governo federal.
A decisão do União Brasil reflete o realinhamento das forças políticas em preparação para as eleições de 2026, quando a federação com o PP planeja lançar uma candidatura de direita à Presidência da República.