63% dos brasileiros são contra a PEC da blindagem e 47% são contra a anistia, aponta pesquisa
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 2 e 5 de outubro, por meio de questionários aplicados presencialmente
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A maioria dos brasileiros se posiciona contra medidas polêmicas em debate no Congresso, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro de 2023, o PL da Dosimetria e a PEC da Blindagem. É o que aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8), mostrando um cenário de resistência da opinião pública a essas propostas.
Quando questionados especificamente sobre a anistia, 47% dos entrevistados se declararam contra qualquer tipo de perdão. Outros 35% se disseram a favor da anistia para todos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, e apenas 8% apoiaram a medida restrita aos manifestantes presos. Os 10% restantes não souberam opinar.
Rejeição ao PL da Dosimetria e baixo conhecimento sobre a PEC
O PL da Dosimetria, projeto que busca reduzir penas de condenados com base no tempo de prisão, também enfrenta oposição: 52% dos brasileiros são contra a proposta, enquanto 37% apoiam e 11% não têm opinião formada.
Já a PEC da Blindagem – que limitaria decisões judiciais contra autoridades – passou despercebida pela maioria da população, apesar da intensa repercussão política. Entre os 46% que tinham conhecimento da votação, 63% se posicionaram contra a proposta. No entanto, 54% dos entrevistados não sabiam da tramitação da PEC, 63% desconheciam sua aprovação na Câmara e 64% não tinham ciência de que a proposta foi rejeitada pelo Senado.
Manifestações fortalecem imagem do governo Lula, aponta estudo
As recentes manifestações contra a PEC da Blindagem e pela anistia parecem ter impactado positivamente a avaliação do governo federal. Para 39% dos entrevistados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu politicamente mais forte dos protestos. Outros 30% acreditam que o governo ficou mais fraco, e 22% não souberam avaliar.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 2 e 5 de outubro, por meio de questionários aplicados presencialmente. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.