Senado realiza sessão em homenagem às vítimas dos ataques do Hamas em Israel
Dois anos após os atentados de 7 de outubro de 2023, parlamentares lembram massacres, sequestros e reforçam combate ao antissemitismo
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O Senado Federal realizou nesta terça-feira (7) uma sessão especial para lembrar os dois anos dos ataques terroristas cometidos pelo Hamas contra civis israelenses no sul de Israel, incluindo o massacre no festival de música Nova, que resultou na morte de 1,2 mil pessoas e no sequestro de 250 outras.
O requerimento da homenagem (RQS 720/2025) foi apresentado pelo senador Sergio Moro (União-PR) e apoiado por 15 parlamentares, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Moro destacou que a data deve servir para honrar a memória das vítimas e combater o antissemitismo, que classificou como um problema global.
“Nenhuma nação pode permanecer inerte enquanto seus cidadãos são massacrados, sequestrados e brutalizados. O antissemitismo não é apenas histórico; ele permanece vivo e foi alimentado por esse atentado”, afirmou Moro.
Durante a sessão, Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), lembrou os seis milhões de judeus mortos no Holocausto e reforçou que os ataques de 2023 foram atos de terrorismo com intenção de matar inocentes, caracterizando genocídio. O secretário-geral da Conib, Rony Vainzof, destacou 222 menções antissemitas online e mais de 2,3 mil denúncias registradas desde os atentados.
O debate contou com posicionamentos de diversos senadores. Jaques Wagner (PT-BA) condenou o Hamas, mas diferenciou o grupo terrorista do governo de Israel. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou apoio ao Estado de Israel e criticou a posição do governo federal. Jorge Seif (PL-SC) enfatizou a necessidade de classificar o Hamas como organização terrorista e reforçou o direito de Israel à autodefesa. Efraim Filho (União-PB) ressaltou que lembrar os ataques é um ato de resistência contra a apatia.
Autoridades internacionais e acadêmicas também participaram. Rasha Athamni, encarregada de negócios da Embaixada de Israel no Brasil, lembrou que mais de 250 reféns continuam em Gaza, e reforçou o direito do povo judeu à existência, paz e segurança. O filósofo Denis Rosenfield destacou que o Hamas promove o culto à morte, contrastando com a democracia israelense. Carlos Reiss, coordenador do Museu do Holocausto de Curitiba, enfatizou a importância de combater o antissemitismo e a indiferença.
Um sobrevivente dos ataques, Rafael Zimerman, relatou a tragédia no festival Nova, descrevendo o terror, as mortes e o sequestro de centenas de pessoas. Ele lembrou que ainda 48 reféns permanecem nas mãos do Hamas e afirmou que “o terrorismo não escolhe vítima; não é causa, é crime”.
A sessão incluiu a execução do Hino Nacional Brasileiro e do Hino de Israel, além de um minuto de silêncio em homenagem aos reféns ainda em poder do grupo terrorista.