31 de julho de 2025
IGACI

Jovens encontrados mortos em carro tiveram morte acidental, laudos confirmam intoxicação por monóxido de carbono

Investigação aponta falha mecânica no carro como causa da tragédia que matou Larissa e José, ambos de 19 anos

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e6a84249-827e-44a4-8da9-8fe538e59616.jpg - Foto: Ascom Polícia Científica

As mortes de Larissa Viana dos Santos e José Jadilson, ambos de 19 anos, encontradas dentro de um carro em 14 de setembro em Igaci, foram oficialmente classificadas como acidente por intoxicação de monóxido de carbono. A confirmação foi divulgada nesta terça-feira durante coletiva na sede do Instituto de Criminalística de Maceió (ICM).

As perícias revelaram que o gás tóxico, incolor e inodoro, acumulou-se dentro do veículo, transformando-o em uma “câmara letal” devido a um pequeno vazamento entre o coletor e o tubo de escape do motor, possivelmente causado por ruptura da junta de vedação. 

“Diante dos laudos, não temos dúvida de que a morte foi acidental, provocada por asfixia devido à inalação de monóxido de carbono. Essa tragédia serve como alerta para a importância da manutenção preventiva dos veículos”, destacou o chefe especial do ICM, Charles Mariano.

O perito criminal Nivaldo Gomes Cantuária utilizou um detector de multigás para medir a presença do monóxido dentro do carro, registrando 39 partes por milhão (PPM) em 23 minutos, com valores em ascensão. Exames toxicológicos realizados no Laboratório Forense do ICM confirmaram 49,6% de carboxiemoglobina no sangue de Larissa, nível considerado altamente tóxico e fatal.

José chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu, reforçando a conclusão de que ambos faleceram por exposição prolongada ao monóxido de carbono.

As perícias descartaram homicídio: não havia sinais de violência ou desordem no veículo. O laudo médico inicial, feito pelo perito médico-legista Carlos Alexandre Hora, apontou asfixia por monóxido de carbono, confirmada posteriormente pelos exames laboratoriais detalhados.

O delegado Antônio Edson, responsável pela investigação, informou que o inquérito continuará para ouvir familiares e testemunhas, mas a tendência é caracterizar a morte como acidental e encaminhar o caso à Justiça para arquivamento. 

“Com os laudos periciais em mãos, vamos confrontar os resultados com as informações colhidas durante as investigações para concluir o inquérito”, explicou o delegado.