31 de julho de 2025
SAÚDE

Pernambuco investiga 26 casos de intoxicação por metanol

Número de ocorrências subiu de 22 para 26 em 24 horas; pacientes relatam perda de visão, formigamento e dores após consumo de bebidas adulteradas

Por Redação
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Casos de intoxicação por metanol aumentam em Pernambuco. - Foto: Reprodução/Fantástico/TV Globo

Pernambuco registrou um aumento nos casos suspeitos de intoxicação por metanol, passando de 22 para 26 ocorrências, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta segunda-feira (6). As novas notificações são de moradores do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Serrita. Três mortes estão sob investigação, enquanto uma quarta foi descartada.

Situação dos Pacientes e Casos Graves

Do total de casos investigados no estado:

  • 14 pacientes permanecem internados
  • 7 receberam alta hospitalar
  • 4 vieram a óbito
  • 3 abandonaram o tratamento por conta própria

Recife lidera o número de notificações, com sete casos em investigação, seguido por Olinda e Lajedo, cada um com três ocorrências. Entre as vítimas conhecidas está Marcelo dos Santos Calado, 32 anos, de Lajedo, que perdeu a visão após ser intoxicado, mesmo tendo recebido alta hospitalar.

Sintomas e Alerta sobre Bebidas Adulteradas

Os sintomas relatados pelos pacientes incluem náuseas, vômitos, dor de cabeça, visão turva, formigamento na boca e extremidades, taquicardia e dores abdominais. As autoridades sanitárias suspeitam que o metanol - substância tóxica que pode causar cegueira permanente e falência múltipla de órgãos - tenha sido misturado em bebidas alcoólicas adulteradas, especialmente destilados como uísque, vodca, conhaque e cachaça.

Também foi registrado um homem de 36 anos que é morador de Maceió, mas foi atendido em Garanhuns, no Agreste pernambucano, e que já teve alta hospitalar.

A Secretaria de Saúde orienta que pessoas com sintomas suspeitos procurem imediatamente serviços de pronto atendimento, como UPAs, para avaliação e possível transferência para hospitais de referência. O estado mantém vigilância ativa sobre novos casos, seguindo o mesmo padrão de intoxicações já registradas em São Paulo.

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