31 de julho de 2025
diálogo

Planalto negocia trégua para evitar saída de União Brasil e PP do governo

Em meio ao risco de demissões de Celso Sabino e André Fufuca, ministra Gleisi Hoffmann e líderes partidários buscam trégua para preservar base aliada

Por Redação
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Celso Sabino e André Futuca - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil e Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Palácio do Planalto busca uma solução negociada para evitar que União Brasil e PP rompam definitivamente com o governo, após ameaças de retirada dos ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte). A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou à CNN Brasil que conversou com o presidente da federação partidária União Brasil-PP, Antonio Rueda, sobre a necessidade de manter a coalizão.

Em declarações à imprensa, Gleisi Hoffmann afirmou: “Foi uma conversa na política, sobre governo e base aliada. O presidente Lula gostaria que os dois ficassem. Vamos ver o que dizem os partidos. A composição do governo objetiva a governabilidade e se pudermos nos entender eleitoralmente, ainda em que em alguns estados, seria bom”. Ela destacou que a composição do governo tem como objetivo garantir a governabilidade e acrescentou que acordos eleitorais em alguns estados seriam benéficos para ambos os lados.

Além da ministra, o presidente Lula tratou diretamente do assunto com o líder do PP na Câmara, deputado Luizinho (RJ). Outros emissários do Planalto, como o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, também se reuniram com Rueda em busca de um acordo que evite a saída dos partidos da base governista.

Segundo fontes próximas às negociações, os representantes do governo argumentaram que Lula tem grandes chances de vencer as eleições de 2026 e que é possível discutir apoios estaduais para acalmar os ânimos. Outro ponto levantado foi a necessidade de evitar que a tensão se transforme em um conflito aberto, como ocorreu em crises passadas envolvendo figuras como Jader Barbalho e Roberto Jefferson.

No entanto, até o momento, o União Brasil mantém a posição de que seus filiados devem deixar os cargos no Executivo. A cúpula do partido deu prazo até terça-feira (7) para que Celso Sabino renuncie ao Ministério do Turismo. Caso contrário, uma reunião marcada para quarta-feira (8) deverá votar pela expulsão do ministro. Sabino resiste à pressão, pois pretende concorrer ao Senado em 2026 e busca aproveitar a visibilidade de eventos como a COP de Belém, em seu reduto eleitoral, para fortalecer sua candidatura.

Edinho Silva, Antonio Rueda e Wolney Queiroz não se manifestaram até o momento.