31 de julho de 2025
NESTE SÁBADO

Bolsonaro completa dois meses de prisão domiciliar articulando 2026 e enfrentando problemas de saúde

Ex-presidente recebe aliados como Tarcísio e Valdemar para debater anistia e sucessão, enquanto lida com internações por crises de saúde incluindo diagnóstico de câncer de pele

Por Redação
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O ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro completa dois meses de prisão domiciliar neste sábado (4), determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O confinamento, que começou após Bolsonaro descumprir medidas cautelares ao participar por vídeo de um ato político, não impediu que ele mantivesse articulação ativa com a cúpula do PL e aliados, que o visitam regularmente na casa do Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico.

Durante este período, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do STF por liderar suposta trama golpista pós-eleição de 2022. Paralelamente à articulação política - que incluiu a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cotado como sucessor nas eleições de 2026 - Bolsonaro enfrentou sérios problemas de saúde. Ele passou por diversas internações hospitalares e procedimentos médicos, incluindo a retirada de um carcinoma, tipo de câncer de pele, e crises persistentes de soluços e vômitos que exigiram atendimento de emergência.

Articulação política e debate pela anistia

Apesar da proibição de usar redes sociais e do silêncio público, Bolsonaro mantém agenda política intensa através de visitas autorizadas pelo STF. Entre os nomes que estiveram no domicílio do ex-presidente estão o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira; e o senador Ciro Nogueira. O principal tema dessas reuniões tem sido a busca por anistia para Bolsonaro e envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, embora no Congresso a proposta enfrente resistência.

No plano da saúde, a defesa de Bolsonaro relaciona a piora de seu quadro clínico ao desgaste emocional causado pela vigilância constante da Polícia Penal, que monitora a residência 24 horas e vistoria todos os veículos que entram e saem. As crises de saúde, que incluíram episódios de falta de ar e quedas de pressão, levaram a múltiplas autorizações judiciais para atendimento médico externo.

O movimento de apoio que mantinha vigílias diárias no condomínio praticamente cessou nas últimas semanas, após três semanas de manifestações que reuniam parlamentares e apoiadores. Enquanto isso, a discussão sobre anistia versus dosimetria (redução de penas) continua no Congresso, com expectativa de que o projeto seja levado ao plenário até 7 de outubro.

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