31 de julho de 2025
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Trump dá ultimato ao Hamas: "inferno recairá" sobre o grupo se não houver resposta sobre plano de paz

Presidente americano estabeleceu o domingo (5), às 19h de Brasília, como prazo final para uma resposta; proposta conta com aval de Israel e nações árabes, segundo ele

Por Redação
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Presidente americano estabeleceu o domingo (5), às 19h de Brasília, como prazo final para uma resposta; proposta conta com aval de Israel e nações árabes, segundo ele - Foto: Jonathan Ernest

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um ultimato público ao Hamas nesta sexta-feira (3): o grupo tem até as 18h de domingo, horário de Washington (19h de Brasília), para responder ao plano de paz para a Faixa de Gaza. Caso contrário, ameaçou, "um inferno recairá" sobre a milícia "como nunca antes".

Em uma publicação em sua rede social Truth, Trump foi enfático ao declarar que o Hamas, "por sorte, tem a sua última possibilidade" de chegar a um acordo. A proposta de paz, segundo o republicano, recebeu aval não apenas de Israel, mas também de "grandes, potentes e ricas nações do Oriente Médio".

Ameaças e pressão


Em sua mensagem, o presidente americano intensificou a retórica contra o grupo. Afirmou que os membros restantes do Hamas que não estiverem entre os mais de 25 mil que ele afirma terem sido mortos "apenas aguardam uma ordem minha de 'vai' para liquidar rapidamente com suas vidas".

Trump também reiterou a demanda pela libertação de todos os reféns ainda em poder do grupo, "incluindo os corpos" daqueles que não sobreviveram ao cativeiro. Este é o segundo prazo dado por ele esta semana; na última terça-feira (30), havia concedido 72 horas para uma resposta.

Hamas diz que "avaliação está em curso"
Enquanto Trump lança ultimatos, fontes do Hamas indicam que a decisão não é imediata. Um funcionário do grupo, que falou sob condição de anonimato, informou que a milícia "ainda está avaliando a proposta de Trump".

O membro do grupo islâmico acrescentou que o Hamas "informou os mediadores que a avaliação do plano está em curso e que precisa de tempo", sinalizando que o prazo imposto pelos EUA pode não ser atendido.

Apoio de países do Golfo


Enquanto isso, a proposta americana parece estar ganhando tração internacional. De acordo com informações da agência Bloomberg, alguns países do Golfo Pérsico discutem a necessidade de colocar o plano de Trump em prática, mesmo sem um consenso do Hamas.

Uma autoridade de um país da região descreveu a proposta dos EUA como "o melhor [plano] desde o início da guerra", acrescentando que "ninguém está disposto a perder a oportunidade".

Segundo os detalhes reportados, o plano seria implementado em fases, começando pelas áreas da Faixa de Gaza que as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararem livres da milícia, simultaneamente ao início da reconstrução do enclave.

O representante do Golfo reconheceu que o plano pode ser "considerado imperfeito e vago em alguns aspectos", mas enfatizou: "chegou a hora de encerrar os combates".