Intoxicação por metanol: Polícia fecha fábrica clandestina de bebidas em Americana
Foram apreendidos 17,7 mil itens; governo estadual investiga 15 casos suspeitos e alerta para emergência médica
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A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (30) que resultaram no desmantelamento de uma fábrica clandestina de bebidas em Americana, na região de Campinas. No local, uma chácara na zona rural, foram apreendidos aproximadamente 17,7 mil itens, incluindo recipientes para armazenamento e garrafas vazias usadas na falsificação de uísque, gim e vodca. Duas pessoas foram detidas e responderão por crimes contra a saúde pública e a relação de consumo. De acordo com o delegado Wagner Carrasco, a operação, investigada há mais de um mês, revelou ser "muito bem estruturada" e abastecia o comércio local e a capital paulista.
Em paralelo às ações policiais, o governo do estado de São Paulo divulgou um balanço alarmante sobre o surto de intoxicações por metanol. Até o momento, foram confirmadas cinco mortes em decorrência de sete casos de intoxicação pela substância, além de outros 15 casos suspeitos que permanecem em investigação. Apesar da apreensão na fábrica de Americana não ter encontrado metanol, as operações se intensificaram na capital, onde mais de 800 garrafas de bebidas com suspeita de adulteração foram apreendidas, e em Mogi das Cruzes, onde 80 garrafas foram retiradas de circulação em uma adega.
A intoxicação por metanol é tratada como uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, ao ser metabolizada pelo organismo, gera toxinas que atacam o sistema nervoso central e podem levar à cegueira e à morte. Os sintomas iniciais incluem mal-estar generalizado, como náuseas, vômitos e dores abdominais, evoluindo rapidamente para complicações graves como visão turva ou perda total da visão.
Diante de qualquer suspeita, é crucial buscar atendimento médico imediato. As autoridades de saúde orientam a população a entrar em contato com serviços de emergência e canais especializados, como o Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001) ou o Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI). Identificar e alertar outras pessoas que tenham consumido a mesma bebida é vital, pois a demora no tratamento aumenta drasticamente o risco de desfecho fatal.