31 de julho de 2025
fraude

Operação Antracito: PF e CGU apuram desvio bilionário no SUS

Mandados de busca e apreensão são cumpridos em 7 cidades; esquema teria envolvido contratos fraudulentos entre prefeituras e organização social

Por Redação
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Policiais federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão - Foto: Ascom PF

A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Antracito para investigar um suposto esquema de desvio de recursos federais destinados à saúde pública no estado do Rio de Janeiro. A ação apura crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de capitais.

Ao todo, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas em sete cidades fluminenses: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Saquarema, Rio Bonito, Santa Maria Madalena e Cachoeiras de Macacu.

As investigações, iniciadas pela Delegacia da PF em Macaé, partiram de denúncias sobre desvios de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos teriam sido ilegalmente direcionados por meio de contratos entre prefeituras e uma organização social específica, firmados entre 2022 e 2024.

Segundo a CGU, o montante total dos contratos com a organização investigada chega a R$ 1,6 bilhão, sendo R$ 91 milhões em recursos federais. Entre os municípios envolvidos estão Duque de Caxias, São Gonçalo, Arraial do Cabo, Saquarema, Cachoeiras de Macacu, Santa Maria Madalena, Cordeiro e Quissamã.

Auditorias do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e da CGU identificaram graves irregularidades, como falta de licitação, ausência de comprovação dos serviços prestados e contratações direcionadas a empresas recém-criadas, caracterizando possível fraude ao erário público.