31 de julho de 2025
infiel?

Pesquisa revela que um em cada três americanos considera 'romance' com IA como traição

O estudo também investigou outras atividades online potencialmente consideradas infidelidade como assinar OnlyFans e enviar dinheiro para pessoas da plataforma

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Freepik

Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Kinsey em parceria com o site DatingAdvice.com investigou como adultos norte-americanos encaram relacionamentos românticos com inteligência artificial. O estudo, que ouviu 2 mil pessoas, revela que 33% dos entrevistados consideram traição manter um relacionamento afetivo ou trocar mensagens de teor sexual com chatbots.

Entre os que veem essas interações como infidelidade, a maioria (64%) considera ambos os tipos de envolvimento – romântico e sexual – como violação de confiança. Outros 21% entendem que apenas as mensagens sexuais configuram traição, enquanto 15% apontam especificamente o estabelecimento de laços românticos como problema.

"Estes números refletem a inquietação que muitas pessoas sentem em relação ao que conta como intimidade", explicou a socióloga Jennifer Gunsaullus ao Mashable. "Interações com IA confundem as fronteiras entre fantasia, pornografia e as emoções que sentimos em relacionamentos humanos reais".

Justin Lehmiller, pesquisador do Instituto Kinsey, complementa: "A maioria não faz distinção entre intimidade emocional e sexual, enxergam qualquer tipo de intimidade direcionada à tecnologia como ultrapassar os limites".

O estudo também investigou outras atividades online potencialmente consideradas infidelidade. O envio de dinheiro a modelos de webcam foi apontado como traição por 45% dos respondentes, enquanto 36% considerariam traição seu parceiro conversar com esses modelos. Assinar plataformas como OnlyFans foi visto como violação por 33% dos entrevistados.

Como comparação, 72% consideram traição o envio de mensagens sexuais a outra pessoa real, e 13% inclusive veem problemas em curtir fotos de pessoas atraentes nas redes sociais.

Os dados surgem em um momento de crescimento significativo no uso de chatbots para companhia e conselhos íntimos, com algumas pessoas chegando a tratar esses sistemas como "almas gêmeas" digitais – um fenômeno que desafia as definições tradicionais de relacionamento e fidelidade.